ÚLTIMA HORA: André Villas-Boas ameaça demitir Francesco Farioli

Quem não viu o jogo e apenas se informou através dos números finais do FC Porto-V.Guimarães, seguramente ficou a pensar que aconteceu no Dragão uma batalha campal: foram assinaladas 44 faltas, mostrados 12 cartões amarelos aos jogadores de campo, e quatro vermelhos a elementos do banco. É certo que o jogo foi mais vezes mal jogado que bem jogado, especialmente numa primeira parte de ritmo baixo e futebol incipiente, mas este número de infrações e as cartolinas que saíram do bolso do árbitro, dariam, mais coisa menos coisa, para três jogos da Champions…
Com um calendário exigente, ambos os treinadores, mais Farioli que Pinto, apresentaram equipas com novidade e há que dizer que as que surgiram do lado dos dragões não foram boas. Não é todos os dias que se vê um conjunto azul-e-branco com tantas faltas de concentração, que estiveram na base dos golos dos Conquistadores. E nem pode dizer-se que os erros foram cometidos por jogadores inexperientes, que acusaram o ambiente. A primeira oferta em mês de Natal chegou através de Pablo Rosário (29 vezes internacional pelas seleções jovens dos Países Baixos e nove pela seleção da República Dominicana, com 287 jogos disputados, no PSV e no Nice), a segunda foi obra de Alan Varela (219 jogos no Boca Juniors e no FC Porto) e a terceira deveu-se a Stephen Eustáquio (152 jogos pelo FC Porto e 54 pelo Canadá).
Depois dos erros fatais, a desinspiração, um vírus que contaminou quem andou de azul e branco dentro das quatro linhas, a que nem os virtuosos Mora e William Gomes escaparam. E o FC Porto até começou a ganhar…






