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‘Tombo’ do Benfica coloca Mourinho em xeque: “Fala muito e não trabalha”

Gaspar Ramos aponta José Mourinho como o principal culpado pela crise desportiva que assola o Benfica, na sequência da derrota sofrida na visita ao FC Porto, por 1-0, que ditou a eliminação da Taça de Portugal.

Gaspar Ramos, antigo vice-presidente do Benfica, não poupou, esta quinta-feira, nas críticas tecidas a José Mourinho, na sequência da derrota sofrida perante o FC Porto, por 1-0 (fruto de um golo ‘solitário’ de Jan Bednarek), que culminou no afastamento dos quartos de final da Taça de Portugal.

Em declarações prestadas à Rádio Renascença, o antigo dirigente dos encarnados apontou José Mourinho como o principal culpado pela crise desportiva que assola o clube, que já custou, também o ‘adeus’ à Taça da Liga, além de uma terceira posição na I Liga (a dez pontos do líder, precisamente, o FC Porto), e uma 25.º na fase de liga da Liga dos Campeões (fora da zona de acesso aos playoffs).

“Sinto desilusão. Sinto e, do meu ponto de vista, a contratação do Mourinho foi feita mais com vista à campanha eleitoral do que propriamente por se considerar que era a grande solução para o futuro do Benfica. Ele tem o currículo que tem, todos temos de ter respeito por ele”, começou por afirmar.

“Foi um excelente treinador, mas hoje é um treinador que fala muito e que não trabalha aquilo que é necessário para fazer uma boa equipa. E, portanto, está a comprometer inclusivamente o futuro”, acrescentou, em declarações à Rádio Renascença, antes de alertar para as potenciais consequências das palavras do Special One.

“Tem de falar menos dos jogadores na comunicação social e em público. Sobretudo quando os critica. Deve fazê-lo internamente? Sim, acho que deve fazê-lo. Tem de fazê-lo, aliás, individualmente ou coletivamente. Mas o José Mourinho fala muito e fala muito dos jogadores, destruindo o ambiente, que é fundamental para se ter uma boa equipa. Às vezes há necessidade de falar menos, mas falar bem”, concluiu.

Gaspar Ramos defendeu, ainda, que ‘mão de obra’ não falta ao técnico português, visto que “o plantel do Benfica é o melhor plantel nacional”: “Entre os três grandes, é o melhor plantel. É o que tem melhor qualidade individual. Não está a ser convenientemente aproveitado. Isto não quer dizer que o plantel não tenha um desequilíbrio ou outro. Pode ter, mas são situações pontuais”.

“Afinal, o ADN do FC Porto não mudou”

A terminar, Gaspar Ramos apontou o dedo às condições a que o FC Porto sujeitou, alegadamente, os adeptos do Benfica, e que motivou, inclusive, uma queixa formal por parte da direção liderada por Rui Costa junto da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), conforme foi tornado público pela própria, em forma de comunicado.

“Ouvi de [André] Villas-Boas que iria fazer do FC Porto um clube com ética. Pensei que isso fosse uma realidade, mas afinal de contas o ADN não mudou, e situações identicas ao passado continuam a acontecer”, lamentou.

No dito comunicado, os encarnados alegaram que os seus adeptos “foram obrigados a descalçar-se sobre um chão molhado, num procedimento que não se encontra previsto em qualquer regulamento e que teve como único propósito a humilhação dos benfiquistas, entre os quais se encontravam várias pessoas de idade avançada”.

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