Manchester United fecha acordo com o Benfica por Richard Ríos

Adquirido ao Palmeiras, há quase um ano, a troco de uma verba na ordem dos 27 milhões de euros, Richard Ríos tarda a afirmar-se como uma figura indiscutível, no Benfica. Um cenário que, no entanto, não impede a que a lista de interessados na sua aquisição continue a ‘engordar’ de forma considerável.
Esta quinta-feira, a edição colombiana do jornal As adianta que, só nas últimas semanas, Napoli, Internazionale, AS Roma, Manchester United e Fulham terão levado a cabo abordagens no sentido de adquirirem o jogador de 25 anos de idade, que tem contrato válido até junho de 2030, ‘blindado’ por uma cláusula de rescisão no valor de 100 milhões de euros.
A direção liderada por Rui Costa já terá, no entanto, feito saber que não tem qualquer intenção de abrir mão do médio natural de Vegachí, sobretudo, devido à possibilidade de este vir a valorizar-se ainda mais, no Campeonato do Mundo, que irá decorrer entre os dias 11 de junho e 19 de julho, nos Estados Unidos da América, no Canadá e no México.
A Colômbia, recorde-se, está integrada no Grupo K, o que significa que irá entrar em cena a 18 de junho, quinta-feira, diante do Usbequistão, no Estadio Azteca, na Cidade do México, antes de defrontar a República Democrática do Congo, no dia 24 do mesmo mês, quarta-feira, no Estadio Akron, em Guadalajara.
O encontro da terceira e última jornada da fase de grupos será contra… Portugal, às 00h30 (hora de Portugal Continental) de 28 de junho, domingo, no Hard Rock Stadium, na Flórida. Antes disso, os ‘cafeteros’, ainda terão dois encontros de cariz particular, contra Costa Rica e Jordânia, respetivamente, a 29 de maio e 7 de junho.
Preponderância em queda nos planos de Mourinho
José Mourinho fez de Richard Ríos um dos seus ‘protegidos’, em setembro, quando chegou ao Benfica, para fazer face à demissão de Bruno Lage, tendo chegado a defendê-lo de maneira contundente, em dezembro, na conferência de imprensa que se seguiu ao triunfo conquistado na receção ao Napoli, por 2-0.
“Não é fácil ser jogador do Benfica e ainda é menos fácil ser jogador do Benfica no momento atual, em que é muito fácil bater no Benfica. E eles levaram muita paulada e demonstraram, em primeiro lugar, capacidade mental de lidar com muita crítica e muito comentário ofensivo em que se punha em causa a capacidade dos jogadores”, atirou.
“Eu conheço cada vez melhor os jogadores e eles a si próprios. O Ríos é um jogador que precisa de ter um raio de ação muito grande. Limitá-lo é retirar-lhe uma das suas forças: dizer-lhe que não pode ir aqui ou ali é muito complicado. O que temos de dizer é que quando Ríos vai para aqui, alguém tem de fazer isto”, acrescentou.
No entanto, o internacional colombiano perdeu preponderância, ao passo de, após a recente vitória sobre o Nacional, por 2-0, o treinador dos encarnados assumiu que o seu meio-predileto contempla os nomes de Leandro Barreiro e Fredrik Aursnes, “dois jogadores muito importantes” para o equilíbrio da equipa.
“Não ter um, OK… não ter dois começa a roçar o drama para nós. Não ter os dois roça o dramático. Hoje já pudemos ter o Barreiro a tempo inteiro e o Aursnes a jogar algum tempo. Ia fazer três [substituições], não ia fazer a quarta, a do Enzo [Barrenechea] pelo Rios foi em cima, mas são substituições naturais”, confessou.






