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Casemiro abre o livro: “Tentei demonstrar a Amorim que estava errado”

Casemiro

Casemiro concedeu, esta quarta-feira, uma extensa entrevista à estação televisiva brasileira ESPN,  na qual abordou diversos temas,   começando, desde logo, pela ‘batalha’ que teve de travar com o antigo treinador do Manchester United, o português Ruben Amorim, para que este o colocasse no onze inicial.

Pode ter sido uma das minhas maiores conquistar, porque, com toda a humildade do mundo, o mais normal seria dizer ‘Porra, o treinador não está a usar-me? Não há problema, já conquistei bastantes títulos na minha carreira, já conquistei muitas coisas na minha vida, e estou aqui. Se o treinador não quer contar comigo, deixa para lá, e eu fico na minha'”, começou por afirmar.

“Mas não. Eu continuei a trabalhar, continuei a tentar demonstrar ao treinador que estava errado, que estava equivocado comigo. Poderia, como nós dizemos no mundo do futebol, ter largado a mão, que a vida segue e pronto. Mas continuei a trabalhar, continuei a tentar mudar a opinião do treinador, e consegui”, prosseguiu.

“Terminei a jogar e a ter um grande final de temporada, a jogar uma final da Liga Europa. Apesar de ter tido várias conquistas na minha carreira, pode ter sido uma das grandes conquistas que eu tive, o facto de ter revertido essa opinião do treinador. Eu não jogava por questão de opinião do treinador, e ele acabou por colocar-me a jogar por mérito e trabalho totalmente meus”, completou.

Nesta mesma entrevista, o ex-FC Porto colocou totalmente de parte a possibilidade de vir a voltar atrás na decisão de abandonar Old Trafford no final da presente temporada desportiva de 2025/26, quando termina o contrato que une ambas as partes, apesar das demonstrações de carinho que tem vindo a receber por parte dos adeptos dos red devils.

“Acho que não há chance. É sair pela porta grande. Foram quatro anos lindos, maravilhosos, e eu sou eternamente agradecido, não só ao clube, mas também aos adeptos. Acho que, se há uma coisa que vou levar com carinho destes meus quatro anos aqui, são os adeptos. Mas, não, acho que já terminou. Terminou, aqui, o ciclo”, refletiu.

“Vou para um novo ciclo da minha carreira. Ainda tenho de decidir para onde irei, mas acho que tenho de sair, tenho de sair por cima. Serei um eterno adepto do Manchester United, aqui, em Inglaterra, e só tenho a agradecer, mesmo, por todo o carinho dos adeptos”, acrescentou o internacional brasileiro

A terminar, o médio-defensivo de 34 anos de idade recusou desvendar qual será o próximo passo que irá dar na carreira, numa altura em que vai sendo apontado a destinos como os Estados Unidos da América (o Inter Miami, de Lionel Messi, tem vindo a ser apontado como o principal interessado) ou a Arábia Saudita.

“A prioridade é conversar com a minha família e ver o que querem. Quando eu falei em vir para o Manchester United, foram os primeiros a apoiar-me, então, apesar de dizerem sempre que me acompanham e que vamos ser felizes seja onde for, preciso de conversar com eles”, sublinhou.

“Preciso de pensar juntamente com eles, porque a tomada de decisão, agora, é muito importante. Ainda tenho de analisar as coisas. Graças a Deus, as coisas estão a acontecer muito bem, e está a ser um final de temporada muito bom para mim, mas preciso de conversar com eles, ainda”, conclui

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