
A seleção nacional não foi além de um nulo, este domingo, diante da Colômbia (0-0), falhando o assalto à liderança do grupo K do Mundial2026. Já com o apuramento para os 16avos de final previamente assegurado, Portugal tentava fechar a fase de grupos com uma vitória, mas não teve fulgor (nem ambição) para levar de vencida uns cafeteros que esbarraram na muralha erguida por Diogo Costa.
A seleção portuguesa falha, assim, o primeiro lugar do agrupamento, mas segue em frente, tendo encontro marcado com a Croácia às 00h00 de 3 de julho, sexta-feira, em Toronto, no Canadá, nos 16avos de finalFilme do jogo
A primeira parte foi palco de um jogo muito pouco inspirado de Portugal. Roberto Martínez mexeu no onze, fazendo entrar Rúben Neves para o lugar de João Neves, mas ao fim dos primeiros 45 minutos a tentativa de dar maior frescura e experiência à equipa não passava de uma teoria sem qualquer resolução prática.
A Colômbia, que fez algumas mexidas bem mais profundas, apresentou-se com a fome já demonstrada nos dois jogos anteriores e cedo deu trabalho a Diogo Costa. O guardião português foi mesmo o principal responsável pelo nulo manter-se até ao intervalo.
Apenas por volta dos 40 minutos é que Portugal acordou para o jogo e chegou à baliza de Vargas, mas nem Bruno Fernandes estava em noite inspirada e desperdiçou uma grande oportunidade para acabar com o nulo.
O intervalo chegou a Miami e os problemas acumulavam-se para Roberto Martínez. Em sentido inverso, as soluções eram poucas. Pelo menos, as que estavam dentro de campo. No essencial, faltava uma coisa indispensável para qualquer equipa que ambicione ganhar títulos: maior atitude competitiva.
O selecionador nacional viu o que todos viram e não perdeu tempo em dar um abanão na equipa, fazendo entrar, logo no arranque da segunda parte, Diogo Dalot e João Neves para os lugares de João Cancelo e Rúben Neves.
A toada de jogo acalmou e Portugal conseguiu colocar um travão nas investidas incessantes dos colombianos. Ainda assim, a primeira grande oportunidade foi mesmo dos sul-americanos, com Richard Ríos, do Benfica, a ter o golo nos pés, aos 63 minutos, instantes depois de ter entrado para o lugar de Lerma.
Logo depois foi Luis Suárez, do Sporting, a dar o primeiro sinal de perigo, também pouco depois de ter render Córdoba.
Roberto Martínez voltou a recorrer ao banco para sacudir a pressão, mas as entradas de Rafael Leão e Samu Costa – para os lugares de João Félix e Vitinha – não evitavam aquele que era o rumo natural do jogo.
De resto, Diogo Costa, a par de Renato Veiga (com vários cortes importantes) eram mesmo os elementos em maior destaque na seleção das quinas.
Apesar dos constantes calafrios – ainda houve lugar a um golo anulado à Colômbia, já nos descontos – Portugal acabaria por sair deste jogo sem qualquer golo sofrido, mas também sem qualquer tento apontado. O desempenho nesta fase de grupos acaba por ser razoável, mas longe de ser entusiasmante: cinco pontos motivados por uma vitória e dois empates. O que se segue?
A seleção nacional vai agora centrar as atenções no duelo com a Croácia, naquele que será o 11.º jogo oficial entre estas duas seleções. O saldo é positivo para os lusos, com sete triunfos, dois empates e apenas uma vitória croata






