
está a ser alvo de críticas em Espanha. Para Joan Vehils, jornalista espanhol e diretor do jornal sport , esta foi apenas mais uma manobra de Mourinho para evitar dar explicações aos adeptos, e apontando o dedo à incoerência do treinador português.
No artigo de opinião assinado esta segunda-feira, Joan Vehils ironizou com o facto de Mourinho ter corrido metade do campo para festejar com Vinícius Júnior, acabando por se transformar no “protagonista involuntário de uma comédia”, uma vez que o golo do brasileiro seria anulado e o jogador a receber ordem de expulsão.
“Mas o pior veio depois. Mourinho decidiu não comparecer na conferência de imprensa porque, segundo foi explicado pelo clube, não queria dizer algo que lhe pudesse valer uma sanção. Brilhante. O treinador que não se cansa de distribuir lições, apontar o dedo aos árbitros e disparar contra tudo o que mexe prefere esconder-se quando chega a hora de dar explicações“, criticou, pedindo, ainda, à La Liga que tome nota de “uma atitude que não pode ficar ao sabor da vontade de cada treinador”.
O diretor do SPORT considerou, ainda, que Vinícius Júnior revelou “mais maturidade” do que Mourinho, afirmando que o técnico luso estava “mais preocupado em alimentar a polémica do que em assumir o sucedido”.
Joan Vehils antecipou, ainda, a suspensão de que Vinícius Júnior deverá ser alvo, que o deverá retirar do El Clásico frente ao Barcelona, ficando à espera de como Mourinho vai lidar com a situação perante os jornalistas.
“Será interessante perceber se, nessa altura, mantém a personagem ou encontra uma nova vítima a quem apontar o dedo. Já chega de transformar as conferências de imprensa num menu à la carte, de acusar os árbitros e de pôr em causa os órgãos do futebol espanhol sempre que as coisas não correm como se quer“, vincou, antes de sublinhar que Mourinho “continua a dever uma explicação”.
Afinal, o que se passou com Mourinho?
A atitude de Mourinho, faltando ao rescaldo da partida realizada no Santiago Bernabéu, terá sido uma forma de protesto perante a prestação da equipa de arbitragem liderada por Isidro Díaz de Mera Escuderos.
“Não vou falar, porque quero sentar-me no banco de suplentes, contra o Sevilla e o Barcelona”, terá dito o treinador português, de acordo com a MARCA.
Na origem da fúria de Mourinho estaria o golo anulado a Vinícius Júnior, que no início da jogada puxou o cabelo a Nathan-Dylan Saliba, atitude que o árbitro decidiu punir com um cartão vermelho.
O craque brasileiro acabaria por pedir desculpa aos colegas de equipa e aos adeptos, através de uma mensagem nas redes sociais, mas Mourinho permaneceu em silêncio.
O treinador português, recorde-se, já tinha o hábito de falhar algumas conferências de imprensa no Benfica, na temporada transata, justificando-se com o pouco tempo existente entre as partidas que as águias iam disputando.
Ainda assim, Mourinho deverá quebrar o silêncio já amanhã, terça-feira, uma vez que o Real Madrid vai defrontar a AS Roma no dia seguinte, para a Liga dos Campeões. O regulamento da UEFA obriga os treinadores a falarem antes e depois dos jogos, abrindo uma exceção sempre que os mesmos se encontrem suspensos.






