
O Benfica terá alcançado um acordo com o Torino tendo em vista o empréstimo de Rafael Obrador, de acordo com informações adiantadas, ao início da manhã desta sexta-feira, por Gianluca Di Marzio , jornalista italiano especializado em questões relacionadas com o mercado de transferências.
O próprio lateral-esquerdo já terá dado ‘luz verde’ à operação, que, ao que tudo indica, lhe valerá um ‘salto’ para o conjunto granata até ao final da presente temporada de 2025/26, contemplando este entendimento uma cláusula de opção de compra no valor de dez milhões de euros. Resta, agora, esperar pela palavra final… do Real Madrid, o seu anterior clube.
Os merengues, recorde-se, venderam o lateral-esquerdo aos encarnados, no passado verão, a troco de uma verba na ordem dos cinco milhões de euros (em paralelo com a aquisição de Álvaro Carreras, por 55 milhões de euros), mas preservaram o direito de recompra, o que significa que o negócio só poderá concretizar-se se estes assim o entenderem.
Rafael Obrador chegou ao Benfica no passado verão, com o propósito claro de ‘fazer esquecer’ o então titular indiscutível do lado esquerdo da defesa, Álvaro Carreras, mas a verdade é que nunca conseguiu impor-se, de tal maneira que, até ao momento, soma apenas… um jogo ao serviço da equipa principal.
Foi a 23 de agosto, quando o então treinador dos encarnados, Bruno Lage, apostou na sua titularidade, no categórico triunfo conquistado sobre o Tondela, por 3-0. Daí em diante, só voltou a atuar de águia ao peito em representação da equipa B, no empate a duas bolas com a União de Leiria, a 30 de novembro.
Confrontado com este ocaso, a 2 de janeiro, na conferência de imprensa de antevisão à vitória sobre o Estoril, por 3-1, José Mourinho atribuiu ‘culpas’ a Samuel Dahl: “É um jogador que não tem dado muitas hipóteses de quem está por trás de passar à frente. Neste caso, o Rafa é muito difícil ter uma oportunidade”.
“Ainda por cima, o Dahl recupera muito bem, é forte, não tem tido lesões… Depois, na hora de dar alguma oportunidade, fui na direção do José Neto, não só como prémio por aquilo que ele fez no Mundial, mas também porque, convictamente, achamos todos que o Zé tem um enorme potencial”, justificou.
Da mesma maneira que, nas equipas, o sucesso e o insucesso depende dos adversários, nos planteis, às vezes, o sucesso também depende muito daquilo que fazem as primeiras figuras. Se me perguntarem se o Obrador é bom ou mau jogador, digo, sem problema absolutamente nenhum, que é bom jogador. Tem potencial, tem coisas a melhorar, mas é um jogador com grande potencial, mas o Dahl, até agora, não lhe deu hipótese absolutamente nenhuma”, completou






