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Indignação de Bruno Fernandes abre caminho a queixa do Manchester United

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O Manchester United vai mesmo avançar com uma queixa formal junto do PGMOL (Professional Game Match Officials Board), o organismo  que rege a arbitragem dos jogos profissionais de futebol, em Inglaterra, na sequência da polémica atuação de Stuart Attwell, no jogo da 31.ª jornada da Premier League, que culminou num empate a duas bolas com o Bournemouth.

De acordo com informações adiantadas, este sábado, pelo jornal britânico  Daily Maill  a direção dos red devils está indignada com aquilo a que apelida de “mais uma asneira do VAR”, num jogo em que reclama, simultaneamente, uma grande penalidade por assinalar, por suposta falta de Adrien Truffert sobre Amad Diallo, e outra mal assinalado, por falta de Harry Maguire (que também recebeu ordem de expulsão) sobre Evanilson, antigo jogador do FC Porto

Dois incidentes que se sucederam no espaço de escassos minutos, e que acabaram mesmo por revelar-se determinantes, visto que, no caso do segundo, que teve lugar à passagem dos 81 minutos, levou ao golo de Eli Junior Kroupi, que acabou por ditar o resultado final, no embate disputado no Vitality Stadium.

Esta não é, de resto, a primeira reclamação do clube junto de Howard Webb, antigo juiz e atual presidente do PGMOL. Ainda recentemente, estes fizeram-lhe chegar às mãos uma exposição com aquilo que consideram ser “vários erros” de arbitragem cometidos em seu prejuízo, que acabaram por custar-lhe pontos

Com este resultado, o Manchester United passa a somar 55 pontos, o que o deixa na terceira posição, a seis pontos do segundo classificado, o Manchester City, e com mais quatro do que o quarto, o Aston Villa, que ainda irão entrar em cena. Já o Bournemouth, mora no décimo lugar, com 42 pontos, tantos quanto o Newcastle, que ainda vai receber o Sunderland.

Esta tomada de posição por parte do Manchester United surge, de resto, depois das críticas lançadas pelo próprio capitão, o internacional português Bruno Fernandes, na zona de entrevistas rápidas da estação televisiva britânica BBC sport  a propósito da exibição assinada pela equipa de arbitragem liderada por Stuart Attwell.

Penso que podíamos ter feito o 2-0, e, depois, acabámos por conceder um golo. Não foi assinalado um penálti a nosso favor, e, depois, foi assinalado um penálti contra nós, numa situação mais ou menos igual à do Amad. Num lance, foi assinalado penálti, e, no outro, não. Eu sei que é difícil para o árbitro assinalar dois penáltis no mesmo jogo para a mesma equipa, mas aquilo que eu não percebo é o motivo pelo qual o VAR não se envolveu nesta situação”, atirou.

Palavras que mereceram concordância por parte do treinador dos red devils (e sucessor de Ruben Amorim), Michael Carrick, que apelidou a atuação do juiz inglês de “desconcertante”: “Ele errou, claramente, num dos lances, porque assinalou um penálti pela mesma razão pela qual não assinalou outro, num agarrão com os dois braços”.

“Então, ele assinala o lance do Matheus Cunha, mas o segundo, com o Amad, não assinala, que me parece ser quase idêntico, na verdade. São duas mãos sobre alguém que está na grande área, quando ultrapassam o defesa com a bola controlada. É um momento enorme, e não percebo como é que é possível assinalar um lance e não assinalar o outro”, lamentou.

É de loucos. Foi o mais óbvio possível. É claro que, se ele acredita que o primeiro lance é penálti, então, o segundo também tem de ser. Eu não percebo como é que é possível não assinalar aquilo. Depois, sofremos o golo, e, depois disso, instalou-se o caos. É estonteante”, rematou, visivelmente revoltado.

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