
João Mário pode ter os ‘dias contados’, na Juventus, sensivelmente, meio ano depois de ter sido adquirido ao FC Porto, a troco de uma verba na ordem dos 12 milhões de euros, na sequência de um processo que culminou com Alberto Costa a seguir o caminho inverso, rumo ao Dragão, por 15 milhões de euros (mais um milhão de euros, em bónus).
De acordo com informações adiantadas, este sábado, pelo jornal italiano Tuttosport , o internacional português continua sem convencer, quer o treinador, Luciano Spalletti, quer a estrutura bianconera, que pretende, desta maneira, aproveitar aquilo que resta do mercado de transferências de inverno para o colocar noutro destino, onde possa, eventualmente, vir a colocar em prática as qualidades que lhe são reconhecidas.
O objetivo, pode ler-se, passa por consumar a saída, a título definitivo, do lateral-direito (que tem contrato válido até junho de 2030), ainda que, neste momento, não esteja totalmente descartada a possibilidade de o emprestar, ainda que isso signifique que tenha de contribuir para o seu ordenado, de cerca de dois milhões de euros líquidos por época.
Nas últimas semanas, já terão mesmo chegado a Turim abordagens concretas, nomeadamente, por parte de dois clubes espanhóis e outros dois… portugueses. No entanto, quer de um lado, quer do outro, o jogador de 26 anos de idade terá ‘torcido o nariz’, por entender que ainda vai a tempo de singrar no futebol transalpino.
Atento a todo este processo, está… o FC Porto, não necessariamente por estar interessado no regresso de João Mário, mas sim devido ao facto de, aquando da venda à Juventus, ter assegurado o direito a receber 10% de qualquer mais-valia efetuada com uma futura venda, o que, dado o atual cenário, pode muito bem vir a acontecer, dentro em breve.
Natural de São João da Madeira, o internacional português deu os primeiros passos no mundo do futebol ao serviço da Sanjoanense, antes de se mudar para o FC Porto, em 2009, com apenas nove anos de idade. Aí, ‘subiu’ pelos vários escalões de formação (com um empréstimo ao Padroense, pelo meio), até se estrear pela equipa principal, em 2020, pela mão de Sérgio Conceição.
Feitas as contas, o lateral-direito participou num total de 181 jogos de dragão ao peito, ao cabo dos quais somou cinco golos e 25 assistências. Ao serviço da Vecchia Signora, tem-se revelado bem menos feliz, visto que só foi aposta em 13 ocasiões, até ao momento, com uma assistência pelo meio (e nenhum tento).
Bem mais feliz do que João Mário, está o seu substituto no FC Porto, Alberto Costa, que leva já cinco assistências ao cabo de 25 jogos. Isto, depois de, no meio ano em que teve a oportunidade de alinhar ao serviço da Juventus, se ter limitado a assinar três passes para golo, nos 14 encontros nos quais foi utilizado.
As boas exibições assinadas sob as ordens do treinador italiano Francesco Italiano já fizeram, de resto, o selecionador de Portugal, Roberto Martínez, abrir-lhe as portas, em entrevista ao Canal 11: “Começou a época muito bem, no FC Porto. Na posição de lateral‑direito, temos Dalot, Nélson Semedo, João Cancelo e Matheus Nunes, que tem a polivalência de jogar em outras posições. Para chegar à seleção, não é só o que fazes, mas sim quando a janela abre”.






