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Villas-Boas ataca Benfica, aborda castigo de Suárez e elogia reforços

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André Villas-Boas voltou a comentar alguns assuntos do FC Porto na mais recente edição da Revista Dragões, tendo começado  por elogiar a importância que os reforço de inverno têm tido na equipa portista.

O calendário futebolístico de março foi intenso, difícil e superado com distinção. Numa demonstração de crença e de união em torno dos objetivos que queremos atingir, o FC Porto deixou marca, futebol, ambição e espírito de equipa na Luz, em Alvalade, em Braga e contra o Estugarda, obtendo assim a qualificação para os quartos de final da Liga Europa. Em jeito de destaque e nunca menosprezando a força do nosso coletivo, nas muitas alegrias que vivemos, os jogadores que chegaram ao FC Porto neste mercado de inverno rapidamente perceberam do que este clube é feito e quais as expectativas das suas gentes”, pode ler-se.

Entre os golos e assistências do Oskar, do Fofana e a estreia a marcar do Moffi, merece destaque Thiago Silva, que atingiu a marca dos 1000 jogos, numa carreira em que a passagem pelo FC Porto se distingue pelas emoções a ela associadas”, prosseguiu

De seguida, o presidente do FC Porto não esqueceu que o FC Porto enfrenta a reta final da época com boas perspectivas para o futuro, principalmente depois da difícil deslocação ao Sporting de Braga.

A época entra agora na sua fase decisiva e ficou evidente, em Braga, a dimensão dos perigos que esperam o FC Porto. Num mês que ficou marcado pelo vaticínio e pelo desejo da queda do FC Porto, eis que a equipa de Farioli foi capaz de responder à altura, desligada do ruído no qual a tentam afundar, conseguindo, através de bom futebol e de uma boa gestão da equipa, em que todos são decisivos, imbuída de um espírito de união e foco, obter os resultados que nos mantêm competitivos e a lutar pelos nossos objetivos em várias frentes”, disse

André Villas-Boas aproveitou o editorial para comentar algumas decisões recentes do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol. O dirigente portista abordou os arquivamentos dos processos de Luís Suárez e Morten Hjulmand.

Nas outras frentes, decidiu o Conselho de Disciplina da FPF arquivar os casos relativos à alegada agressão de Luís Suárez a Bednarek e a de Hjulmand a Tiago Galletto, do Aves SAD, após terem sido ouvidas as diferentes equipas de arbitragem sobre o tema em questão, que confirmaram ter visto os lances e que os mesmos não eram passíveis de ação disciplinar. Nada disto surpreende, como não surpreende a futura introdução do cartão branco nas Ligas Profissionais, à boleia de Luís Suárez, que, numa tentativa de obter novo penálti a favor do Sporting, rapidamente se arrependeu e pediu desculpas. Que pena Hjulmand não ter tido essa dignidade nos Açores”, apontou.

Em relação ao castigo aplicado a Luis Suárez, Villas-Boas questiona o facto de ter sido aplicado apenas um jogo de suspensão ao avançado do Sporting.

“Não perderam tempo os cartilheiros ao serviço do manto verde a indignarem-se contra o melhor árbitro português, numa clara tentativa de amenizar os gestos de “roubo” que o jogador dirigiu ao árbitro Cláudio Pereira, que saiu de Alvalade com rótulo de ladrão e com uma garrafa de vidro na cabeça, e que valeram ao jogador apenas um (!) jogo de suspensão, quase que convenientemente alinhado com o primeiro jogo pós-paragem de seleções”, escreveu.

O Benfica também não escapou com ataques ao pedido de esclarecimentos em torno das sanções que o Conselho da Disciplina vai retirar, depois de o FC Porto ter sido condenado a pagar no caso dos emails.

Uma associação desportiva portuguesa, conhecida por contratar “padres” para rezar “missas” em eventos desportivos, pediu ao Conselho de Disciplina da FPF para penalizar o FC Porto por revelar os conteúdos de tais escandalosas práticas religiosas. O FC Porto deseja sorte à justiça para provar a veracidade dos factos, em conformidade com a gravidade dos conteúdos, pois as probabilidades de aparecer um Gonçalves qualquer para ser usado como bode expiatório são altíssimas. São estas tristes realidades, e uma incapacidade evidente de gerir o futebol português, que afetam a credibilidade das instituições. Que saudades devem ter dos apanha-bolas do FC Porto e da decoração do balneário do Dragão, que tanta falta fazem ao futebol português para encobrir outras práticas”, escreveu.

Noutro âmbito, mas na linha de acontecimentos que inadvertidamente parecem sempre beneficiar o clube do costume, o FC Porto solicitou à Liga esclarecimentos sobre o caso da remarcação do Sporting CP-Tondela, um dos mais recentes escândalos que abalam a Liga Portugal, após o Sporting e a Liga decidirem, unilateralmente e fora do âmbito da Comissão Permanente de Calendários e de marcação de jogos, adiar um jogo de forma inesperada e infundada, quebrando assim o regulamento das competições. Dessa forma, o jogo será disputado fora do seu tempo, fora da primeira data disponível (1 de abril) e em condições desportivas radicalmente diferentes da altura em que deveria ser disputado, com data marcada para 29 de abril, no

da Liga de ver uma equipa portuguesa ser eliminada da Liga dos Campeões. Desengane-se quem pense que o adiamento foi regulamentar ao abrigo da lei das 72 horas. Lá veio a sonsice no apoio a tal mentira. Isto já não é só prevaricar com a verdade desportiva: é influir diretamente no desfecho final do campeonato, tanto na luta pelo pódio como na luta pela manutenção”, pode ler-se.

Por fim, André Villas-Boas enalteceu a presença do FC Porto na final da Taça de Portugal feminina, onde vai defrontar o Benfica no Jamor. Para além disso, salientou a conquista da primeira Taça de Portugal para o voleibol feminino.

Sobre o Centro de Alto Rendimento, o dirigente dos dragões revelou que espera avançar com a “movimentação de terras” durante o mês de abril.

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