
A Tyc sport admite que Espanha foi superior no encontro realizado no MetLife Stadium, mas depressa acabaria por virar as agulhas para a FIFA.
“Deixar a medalha ao pescoço é, para lá da valorização de um segundo lugar que sempre renegámos, também uma lição: perdemos porque a Espanha foi melhor, mas ninguém nos tira as emoções de cortar a respiração vividas pelo caminho e ninguém deixará de reconhecer a Argentina como uma grande campeã“, pode ler-se na crónica daquela publicação, intitulada de “O fim dos milagres”.
À FIFA, que costuma encher braçadeiras e bandeiras com slogans que apregoa, mas que depois não cumpre, fica um reparo ao qual, muito provavelmente, nem dará importância: atribuir a Bola de Ouro a Rodri é quase um insulto, uma demonstração de total falta de sensibilidade. Não porque o espanhol seja um mau jogador, mas simplesmente porque Messi foi a alma e o corpo da Argentina e deste Mundial. Aos 39 anos, encheu os relvados de futebol e de lágrimas, as balizas de golos e os estádios de adeptos de todas as nacionalidades que quiseram ver ao vivo este fenómeno de todos os tempos”, destaca a Tyc sports apontando ainda para a falta de ligação de Rodri com a produção ofensiva de Espanha.
“Se o critério é atribuir os prémios aos vencedores, então alguém devia explicar a Infantino e aos seus homens que no futebol ganha-se com golos, não com passes. Rodri não só não marcou qualquer golo neste Mundial, como fez milhares de passes e nenhum deles deu origem a uma assistência. Mas essa é, provavelmente, uma discussão mais longa e para outra altura“, ressalva a emissora argentina.
Messi ficou com Bola de Prata
A FIFA elegeu, após o apito final na derradeira partida do Mundial2026, Rodri como o melhor jogador, colocando Messi no segundo lugar. O astro argentino de 39 anos ficou, assim, com a Bola de Prata, depois de ter sido galardoado em 2018 e em 2022. Nesta edição do Campeonato do Mundo, Messi acumulou um saldo de oito golos e quatro assistências.
Mbappé, Simón e Cubarsí também premiados
Por seu turno, Kylian Mbappé, que ganhou a Bota de Ouro, ao somar 10 golos, contra oito de Messi, foi o Bola de Bronze para o terceiro melhor jogador da competição.
Espanha arrecadou, ainda, mais dois prémios. Unai Simón foi eleito o Luva de Ouro, depois de uma competição em que apenas sofreu um golo, apontado nos quartos de final pelo belga Charles De Ketelaere.
Ainda na defesa, o central Pau Cubarsí, de apenas 19 anos, foi eleito o melhor jovem do Mundial2026, superando o compatriota Lamine Yamal, que esteve longe do seu melhor nível depois de ter recuperado de uma lesão que o impediu de terminar a época no Barcelona






