José Calado critica arbitragem do clássico e deixa aviso à estrutura do Benfica
Antigo capitão encarnado analisa atuação de Miguel Nogueira e pede posicionamento firme à direção liderada por Rui Costa

José Calado manifestou uma forte indignação em relação ao trabalho da equipa de arbitragem no recente clássico do futebol português. O antigo capitão do Benfica analisou os momentos decisivos da partida e deixou críticas diretas ao critério adotado em campo.
A análise do rendimento desportivo e dos episódios do jogo atrai habitualmente grande atenção dos adeptos e investidores, num setor onde parcerias estratégicas, seguros de grandes eventos e marcas de equipamentos desportivos desempenham um papel central na sustentabilidade dos clubes.
As decisões disciplinares e a análise aos lances do clássico
Durante a sua intervenção na CMTV, José Calado começou por abordar a expulsão do defesa Lenglet, sustentando que a decisão condicionou o rumo da partida. O comentador destacou o momento em que o Benfica se superiorizou nos primeiros 20 a 25 minutos, até o FC Porto igualar a partida.
“Temos um senhor árbitro que vê um lance, que não é ele que vê, que é o assistente que vê, e o senhor árbitro, ao invés de dar o vermelho, porque acha que é agressão, porque se ele acha que é agressão tem que dar vermelho, mas não, o que é que ele faz? Ele dá amarelo, e ao dar amarelo ele sabe muito bem que o VAR não pode rever a jogada, nem pode tirar o cartão”, afirmou o ex-jogador.
O antigo futebolista enumerou ainda outras jogadas em que considerou ter havido falta de amostragem de cartões amarelos, citando momentos em que Prestianni sofreu uma falta de William e Bah foi empurrado por Kiwior.
A posição sobre a gestão do clube e a arbitragem de Miguel Nogueira
José Calado fez também questão de desvalorizar qualquer responsabilidade do clube adversário, focando o seu descontentamento na gestão das nomeações e na atitude da estrutura encarnada.
“O FC Porto não tem culpa. Agora, este senhor, que ali no Benfica devem andar a dormir, que o Rui [Costa] vê estas nomeações, e anda a dormir, de certeza”, apontou o antigo jogador.
O comentador salientou que o FC Porto se tinha queixado do mesmo árbitro no ano passado e defendeu que o Benfica deveria ter reclamado publicamente assim que Miguel Nogueira foi nomeado para o encontro.
O impacto no resultado e a análise do jogo
Apesar da contestação aos critérios de arbitragem, Calado reconheceu o mérito da vitória do FC Porto, sublinhando a forma como a equipa aproveitou a vantagem numérica a partir dos 35 minutos de jogo.
Rodolfo Reis interveio na discussão para assinalar a ação do defesa encarnado: “Então, ele dá um chapadão, estúpido, mas dá. Já tem amarelo…”, frisou o comentador afeto aos dragões, ao que Calado respondeu desafiando os especialistas a analisarem se o lance justificava a expulsão.
Ao concluir a sua intervenção, o ex-futebolista lamentou a forma como as decisões condicionam o espetáculo desportivo, frisando que o FC Porto fez o seu trabalho no terreno de jogo e que a questão central reside no impacto das decisões da arbitragem.
Qual foi a crítica de José Calado à direção do Benfica?
O antigo capitão defendeu que a direção liderada por Rui Costa deveria ter contestado publicamente a nomeação do árbitro Miguel Nogueira antes do início do jogo.






