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A conversa com Amorim que levou Gonçalo Ramos para Milão: “Muito fácil…”

Gonçalo ramos

Gonçalo Ramos concedeu esta sexta-feira a primeira extensa entrevista à imprensa italiana, com o foco a ser as ambições  e objetivos para esta temporada de 2026/27.

Para mim, será uma época positiva se ganharmos o Scudetto, não me interessam os golos. Se marcar 100 e acabarmos em sétimo, não serve de nada”, começou por dizer à DAZN Italia.

O avançado que passou a última temporada no Paris Saint-Germain acabou por admitir que a escolha do novo clube passou muito pelo que o pai lhe falava sobre o AC Milan.

“O meu pai falava-me sempre do AC Milan, era o clube preferido dele. Cresceu a vê-los ganhar tudo e o sonho dele era jogar aqui. O meu pai é o meu treinador na vida, aprendi muito com ele. Falo sempre com o meu pai, é a primeira pessoa com quem falo depois de um jogo para perceber o que posso melhorar e o que fiz bem e mal”, confessou o ponta de lança.

O jogador formado pelo Benfica ainda deu um comentário dos bastidores da conversa com Ruben Amorim antes da transferência: “Fui para o quarto e falámos. Foi muito fácil. É um momento que vou recordar para sempre”, lembrou Gonçalo Ramos.

“Não penso no facto de ser a contratação mais cara da história do clube. Para mim, é confiança. Significa que acreditam em mim e, por isso, tenho de demonstrar o meu valor e ajudar o clube a ganhar. É motivação e pressão, mas uma pressão positiva. Tento fazer tudo para marcar. Não é bom falhar golos, mas quando isso acontece é importante saber lidar com isso”, completou.

De recordar que Gonçalo Ramos já sabe o que é marcar com a camisola do emblema rossoneri, depois de, no seu segundo encontro a titular, ter faturado diante do Venezia, em frente aos seus adeptos, no San Siro.

Amorim já está rendido ao avançado luso

Ruben Amorim não escondeu que, depois da sua estreia em San Siro, Gonçalo Ramos tinha uma frieza que era muito importante para o AC Milan.

“Conceder todas estas oportunidades significa que, mais cedo ou mais tarde, vamos sofrer um golo e, a partir desse momento, será difícil dar a volta à situação. Mas é a nossa forma atual de defender: deixamos imenso espaço e isso é difícil para os meus jogadores. Por vezes, enquanto estamos a atacar, é difícil para eles não se limitarem a olhar para a bola, mas tentarem perceber o que fazer caso a percamos. São todos detalhes para os quais precisamos de tempo para trabalhar”, começou por analisar Ruben Amorim.

Agora defendemos numa zona do campo completamente diferente, com uma metade do campo totalmente livre e, muitas vezes, em situações de um contra um. Se queremos transmitir esta mensagem, temos de fazer melhor, sobretudo quando temos a bola: quando estamos na posse, já temos de estar preparados para a eventualidade de a perder. É um aspeto em que temos de melhorar, tal como na forma como defendemos os cruzamentos para a área”, vincou.

“A ideia com que fiquei durante o jogo é que estamos a fazer muitas coisas bem, mas ainda há muito para melhorar para nos tornarmos numa equipa realmente muito forte”, frisou.

Ruben Amorim abordou, posteriormente, a importância do golo de Gonçalo Ramos, que quebrou o nulo aos 69 minutos, numa altura em que o Venezia estava a crescer no jogo.

“É nestes momentos que se veem os grandes jogadores. Dou o exemplo dele porque ganhou tudo no PSG. O Ramos falhou duas oportunidades, mas, à terceira, manteve a calma e não estava a pensar nos erros anteriores. É uma qualidade que vem com a experiência e com a qualidade. Por isso, não disse nada ao Ramos.  Fez um trabalho extraordinário e eu já tinha a certeza de que, na oportunidade seguinte, iria marcar. Fez uma grande exibição”, avaliou.

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