Amorim admite: “Hoje faria as coisas de forma diferente”
Treinador do Milan fala sobre a saída do Sporting, reconhece erros na forma como partiu e revela que o filho continua a ser adepto dos leões.

Rúben Amorim voltou a falar sobre a sua saída do Sporting e deixou declarações que vão dar que falar. O atual treinador do Milan reconheceu, pela primeira vez de forma tão aberta, que a maneira como deixou Alvalade poderia ter sido diferente.
“Toda a gente sabe a história e, se calhar, hoje faria as coisas de forma diferente”, afirmou o técnico em declarações à Sport TV, na antecâmara do jogo com o Benfica.
Amorim explicou que o problema não foi a decisão de aceitar o convite do Manchester United, mas sim a forma como o processo foi conduzido. “Não tem a ver com a ida para Manchester, foi a forma como fui. Compreendo que quando se gosta muito de uma pessoa, sente-se traído e acontece isto. Faz parte do futebol”, disse.
Apesar da tensão que ainda existe com uma parte dos adeptos, o treinador garantiu que a ligação emocional ao Sporting permanece intacta. “Sigo o campeonato e o carinho com o Sporting está lá, apesar de ainda estarem muito chateados comigo. Aquilo que me deram e o que vivi lá não vai mudar”, reforçou.
O técnico foi ainda mais longe e revelou um pormenor familiar que mostra a ligação que mantém com o clube. “O meu filho é sportinguista e eu tenho de assistir aos jogos todos os fins de semana”, confessou, deixando claro que a relação com o Sporting passa também pela família.
Amorim afastou qualquer necessidade de “fazer as pazes” com os adeptos. “Não há pazes nenhuma para fazer, porque eu estou bem com a vida e eles também. Só precisam de tempo porque estão a construir algo especial outra vez”, concluiu.
Sobre a equipa atual dos leões, o treinador do Milan mostrou respeito pelo trabalho que está a ser feito. “Jogam muito bem, são muito fortes. Precisam de tempo para mudar muita coisa. Havia jogadores que já jogavam de olhos fechados e, obviamente, um treinador precisa de tempo”, analisou.
Amorim deixou ainda uma mensagem de compreensão para a fase de transição que o Sporting atravessa. “O ciclo não tinha acabado, mas às vezes faz bem começar a ser feito antes de acabar mesmo”, afirmou, mostrando que continua a acompanhar de perto o que se passa em Alvalade.
As declarações do técnico português voltam a colocar o foco na forma como saiu do Sporting e na relação que ainda mantém com o clube e com os adeptos. Uma conversa que, quase de certeza, vai continuar a gerar debate nos próximos dias.






