
Chelsea terá avançado, nos últimos dias, com uma proposta concreta na ordem dos 50 milhões de euros tendo em vista a aquisição de Mile Svilar, de acordo com informações adiantadas, esta quarta-feira, pelo jornal italiano coriere dello sport , que acrescenta que a mesma foi, no entanto, prontamente rejeitada pela AS Roma.
Uma decisão que, pode ler-se, foi tomada em conjunto pelo novo diretor desportivo do emblema giallorosso, Tony D’Amico (que, até há bem pouco tempo, ocupava o mesmo cargo, na Atalanta), e o treinador, Gian Piero Gasperini, e que se trata de uma operação de elevado “sacrifício”, tendo em conta a delicada situação que o clube vive do ponto de vista financeiro.
Isto porque o histórico conjunto transalpino tem até ao próximo dia 30 de junho para apresentar lucros entre os 50 e 60 milhões de euros, para cumprir com as regras do fair-play financeiro da UEFA, sob o risco de, com um eventual incumprimento, vir mesmo a ser impedida de disputar a Liga dos Campeões, na próxima temporada desportiva de 2026/27.
Se a choruda oferta dos blues tivesse sido aceite, teria coberto quase por completo esta questão. No entanto, face a esta opção, abre-se o caminho para a saída de algumas das ‘pedras basilares’ do plantel principal, como é o caso de Evan Ndicka, Manu Koné ou Matías Soulé, que contam com vários interessados.
Só Mile Svilar segurou a AS Roma
Esta ‘nega’ deve-se, em grande parte, ao facto de a AS Roma saber bem o quão difícil pode ser encontrar um guarda-redes à altura do que é exigido, dado que, entre os verões de 2018 (quando vendeu Alisson Becker ao Liverpool, por mais de 50 milhões de euros) e 2022 (quando contratou Mile Svilar ao Benfica, a ‘custo zero’), esta posição foi uma autêntica ‘roda viva’.
No espaço de quatro anos, alternaram entre os postes dos giallorossi Robin Olsen, Daniel Fuzato, Antonio Mirante, Pau López, Pietro Boer e Rui Patrício, sem que nenhum deles tivesse convencido em pleno, pelo que só mesmo a chegada do internacional sérvio por dar alguma estabilidade a um setor nevrálgico do terreno.
Desde a chegada ao Estádio Olímpico de Roma, o jogador de 26 anos de idade manteve a baliza inviolada por 50 vezes em 130 jogos oficiais. Só em 2025/26, esta ficou a ‘zeros’ em 21 dos 49 encontros disputados, defendendo 77,5% dos remates adversários, fator que se revelou preponderante para os resultados alcançados.
Baliza é ‘dor de cabeça’ para Xabi Alonso no Chelsea
Se, com Mile Svilar, a AS Roma pode dar a balizar por bem entregue, no Chelsea, este é um assunto que promete dar ‘dores de cabeça’ a Xabi Alonso, que aceitou o desafio de suceder a Liam Rosenior no comando técnico da equipa principal, menos de meio ano depois de ter sido substituído por Álvaro Arbeloa, no banco de suplentes do Real Madrid.
Robert Sánchez foi o titular, na mais recente época, mas não convenceu. Filip Jorgensen, Gabriel Slonina, Max Merrick e Teddy Sharman-Lowe vão espreitando uma oportunidade… mas com reservas, pelo que tudo aponta para que, depois da ‘nega’ dos italianos, os ingleses vão mesmo voltar à carga por uma alternativa.






