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Do pedido do pai à luz de Jota. Confissões de Martínez antes do Mundial

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O Mundial2026 está aí à porta e Roberto Martínez já prepara a seleção portuguesa para o começo da prova. Na antevisão à competição,  o selecionador de Portugal concedeu uma extensa entrevista à SIC, no Jornal da Noite, onde falou sobre o estágio que já começou e a forma como todos se preparam.

Ganhar o Mundial não é fácil e não é apenas uma questão de talento. Nós temos talento, sem dúvida, mas falta-nos a experiência de ganhar a competição. A diferença numa equipa que ganha o Mundial não é ser necessariamente a melhor, mas sim ser a equipa que, quando o momento difícil chega, reage unida e com responsabilidade. Esse é o sonho de todos. Precisamos de muita humildade e de manter os valores do povo português: muito esforço e muito trabalho”, começou por dizer.

De seguida falou sobre a preparação que é feita por todos e confidenciou que tem conversas individuais com os jogadores

“Todos – jogadores, equipa técnica e equipa de apoio – temos responsabilidades muito claras dentro da seleção. Mas há um aspeto de convívio, o aspeto pessoal, que é fundamental. As equipas precisam desse convívio para os jogadores poderem “desligar”. Para nós, é importante saber como está a pessoa que joga futebol. Isso faz parte de um convívio que é mais pessoal do que profissional”, referiu.

“Como selecionador, temos de tomar muitas decisões com a equipa técnica, por isso é fundamental perceber se a pessoa está bem. O aspeto psicológico é vital e isso só se consegue através de conversas”, prosseguiu.

De seguida, o técnico garantiu que vai voltar a abrir as portas das famílias dos jogadores no Mundial, tal como havia feito no Europeu. Martínez afirmou que é “essencial” até porque “não é normal” pedir que um jogador ganhe o Mundial e estar “30, 40 ou 50 dias sem contacto com a família”.

Em contrapartida, Martínez admite que é uma “pessoa muito racional, que gosta da solidão”, explicando o que faz quando o “desempenho é mau”.

“Eu preciso de perceber o porquê sozinho e com muita paciência. É um aspeto que aprendi: não estar com a família nesses momentos, porque não estou bem predisposto enquanto não tiver a explicação para o que aconteceu no relvado”, apontou.

Ainda sobre a análise que faz aos jogos, o selecionador confidencia que gosta de ver cada um deles “quase 15 vezes”, até porque gosta de o “observar sob o ângulo de todos os jogadores”.

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