
15 minutos à Benfica na Amoreira: “Terceiro lugar sabe a pouco. Houve vários 15 minutos à Benfica em muitos jogos. Em Famalicão também houve
Fica ou saí do Benfica? “Não sei, quando souber digo”
Está fechado no Real Madrid? “Há hipótese de eu continuar sim. A minha vontade é, na próxima semana, ver o que é que tenho. Objetivamente tenho uma proposta de renovação do Benfica que agradeço tanto, quanto a oportunidade que me foi dada para treinar o Benfica há uns meses atrás. Nas últimas semanas não quis debruçar-me sobre o meu futuro, aquilo que se diz ou não se diz. Nenhum de nós é parvo. Obviamente que existe alguma coisa. Mas como disse, não há contrato assinado, não há contrato sob a mesa, não há conversas entre eu e o presidente do Real Madrid, não há conversas entre eu e alguém importante na estrutura do clube. Neste momento, a única coisa real e efetiva que existe é uma proposta de continuidade por parte do Benfica, que eu volto a agradecer.”
Rui Costa fez tudo para segurar Mourinho? “Rui Costa fez um contrato comigo quando eu vim para cá, onde nós concordámos em ter uma cláusula que nos defendia em termos éticos de uma eventual derrota do presidente Rui Costa nas eleições e eu tenho contrato por mais um ano. Ninguém obrigava o Benfica a renovar-me o contrato. Mas ao não renovar-mos mantivemos esta cláusula que está aberta mais uns dias. A cláusula dá-me a possiblidade de poder sair no caso de ser essa a minha decisão. Não tenho absolutamente crítica nenhuma a fazer ao presidente. Fomos nós que concordámos com este tipo de contrato. De facto, tenho mais um ano de contrato com o Benfica neste momento.”
Percentagem de poder sair ou ficar no Benfica: “Eu acho que neste momento é 99% de ficar no Benfica porque tenho contrato com o Benfica e para além de ter contrato, tenho uma proposta de renovação que eu ainda não vi, mas que o meu agente disse que era uma excelente proposta. Da parte do Real Madrid, neste momento não tenho nada, mas nenhum de nós é parvo e o que existe são conversas entre o Jorge, o presidente e a estrutura.
Despedida dos jogadores e mensagem para os adeptos: “Despedi-me dos jogadores de um modo muito geral, desejando o melhor Campeonato do Mundo a quem vai e férias aos que não vão. Não tenho problema em dizer-lhe o que lhes disse, tenho um orgulho tremendo naquele balneário e no Benfica do Seixal. O Benfica do Seixal é tremendo no grupo de pessoas que ali trabalham à volta da equipa. Só há coisas boas. Há organização, disciplina, empatia, amizade, alegria de trabalhar juntos, há dignidade e respeito pelo Benfica. O 3.º lugar não reflete nem um pouco o trabalho que foi feito. Dói-me o coração quando se ouve um insulto quando se chega ou saí do estádio ou que vem da bancada. Dói-me o coração pelos rapazes, que a única coisa que levam para casa é a honra de serem a única equipa imbatível na Europa do futebol, seja nas ligas mais ou menos importantes. Isso diz muito daquilo que é esta equipa. O respeito pelos adeptos, pelo clube. Mantém-se inteiros até ao fim. Uma equipa que sentiu muita coisa, e mantiveram-se até ao fim. Aqui ninguém é parvo, nem os que perderam, nem os que ganharam. Há alguns que gostam de pensar que são parvos ou fazer os outros passar por parvos, mas aqui ninguém é parvo. Sinto muito mais por eles do que por mim próprio, que já ganhei muita coisa na carreira. Esta gente é boa. O Benfica tem um bom grupo, tem um Seixal limpo, um Seixal bom. Tem muitas boas condições para voltar a ser feliz, mas não chega.”
É possível dizer não ao Real Madrid? “Depende da proposta e daquilo que queiram de mim. Não estamos a falar de um euro a mais ou a menos, estamos a falar da globalidade da proposta. O que querem de mim, se estou em condições de poder dar ou de atingir o que me propõe, o perfil de trabalho que me possam pedir. Mas, por direito próprio, quero ter o meu tempo para conversar, analisar e decidir o melhor para mim. No fundo, o Benfica é o Benfica. O que eu sinto pelo Benfica já não dá para disfarçar. Andei a carreira toda a disfarçar, agora já não dá para disfarçar. Mas a minha carreira é a minha carreira. Vamos ver o que vai acontecer. Mas repito: o Seixal está pronto para atacar títulos. O Seixal está.”
O milagre de chegar ao segundo lugar: “O problema é que eu não acredito nesse tipo de milagre. Há milagres de muito tipo. Quando eu defini como um milagre, há coisas que são maiores do que nós e não chegam.”
Adeptos? “Pedi-lhes que tivessem respeito por um grupo que lutou muito, até à exaustão. Como referi aos jogadores há pouco, lembrei-me do jogo com em Rio Maior com o Casa Pia, do jogo com o Sporting de Braga para a Taça da Liga, em Leiria, como exemplos negativos que acontecem ao longo da época em termos de atitude e de predisposição física e mental. De resto, repito, um orgulho imenso nesta gente. Se calhar ainda mais orgulho do que em grupos onde ganhei.”






