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“Há uma santa aliança entre Benfica e Sporting que eu não posso aceitar”

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Declarações de Marco Silva: “São frustrações normais de um treinador que chega agora ao futebol português, que perde  o seu primeiro clássico. Enquadra-se na frustração de um jogo que não correu bem e procura arranjar justificações diferentes para o resultado. O FC Porto tem feito o seu caminho, é o único que tem tido uma posição séria sobre o atual conselho de arbitragem. Defendemos a suspensão do presidente do Conselho de Arbitragem já há algum tempo e somos o único clube a fazê-lo. Luciano Gonçalves tem direito a proteger o seu bom nome e assim fará, Duarte Gomes terá as suas alegações sobre o caso, no entanto, o FC Porto tem experimentado, esta época, várias decisões que são difíceis de compreender, mas tem atingido as suas vitórias fruto do seu trabalho.”

Exemplos de decisões? Basta ver os jogos do FC Porto e as decisões revertidas pelo VAR.”

Dualidade de critérios apontada por Rui Costa: “Não sei. Há um episódio curioso, na época passada, em Guimarães, entre o Sudakov e um jogador do Vitória. Não sei se é dessa dualidade de critérios a que se refere. Equipa que mais faltas faz e menos cartões leva? A estatística que eu conheço é que o FC Porto tem 21 pontos e sete vitórias em sete jogos. É a essa estatística que me quero agarrar.”

Compreende as críticas de Rui Costa? “Cabe ao presidente do Benfica fazer a defesa do que acha bem ou mal. Arbitragem não influenciou? Não, de todo. Foi uma grande arbitragem. Pela primeira vez, nos principais especialistas, tivemos unanimidade relativamente às decisões de arbitragem, incluindo ex-membros de comissões não permanentes da FPF vinculados à arbitragem. Quando há unanimidade, a que se querem agarrar?”

Na gala do ano passado também houve troca de galhardetes com Rui Costa. Como é que o futebol não avança para além disso? “Realmente, pouco mudou. Se houve alguém que promoveu precisamente a via de comunicação entre os três grandes fui eu, sentando à mesa. Quando percebi que aquilo era um dois contra um, rapidamente me afastei. Se há algo que é verdadeiro e bem presente é uma santa aliança entre o Benfica e o Sporting. Somos o FC Porto, queremos o bem do futebol português, mas acho curiosa a pergunta quando o Benfica enviou ontem um SMS aos sócios para votar contra a centralização. A paz podre continua, há ruído e há lutas e diferentes perspetivas entre clubes. Agora quando uma Assembleia Geral da Liga vota a centralização, um projeto determinante para o futebol português, e temos o Benfica a defender posição contrária parece que essa estabilidade jamais vai chegar.”

Preocupa-lhe o Sérgio Conceição no Sporting? “São escolhas que o próprio fará. É um excelente treinador, histórico do FC Porto, a sua carreira foi brilhante no FC Porto, deu-nos título sem fim, tem uma memória no FC Porto que iremos preservar para sempre, é uma pessoa honrada e digna. As escolhas de clube só a ele lhe dizem respeito.”

Declarações sobre arbitragem não são um condicionamento? “O FC Porto tem de expor os problemas do futebol português quando acha necessário e relevante. Quando há suspeições relativamente à nomeação de árbitro, parece-me ser suficiente para o FC Porto pedir a suspensão imediata do presidente do Conselho de Arbitragem. Não vi mais ninguém a fazê-lo e mais nenhuma indignação. Temos o futebol português envolvido em histórias de corrupção e suspeição e parece que está tudo normal. O FC Porto demonstra a sua frustração quando tem de o fazer. Frederico Varandas não fala de arbitragem? É uma novidade da época 2026/27. Nas outras não foi assim que se comportou.”

Exemplos da Santa aliança: “Alinhamento na comunicação contra o FC Porto, um alinhamento em relação à estratégia da Liga. O FC Porto posicionou-se de forma diferente em relação à eleição do presidente da Liga e a este caso também. Desconheço a posição do Benfica relativamente ao Conselho de Arbitragem, mas o presidente do Sporting e Paulo Lopo foram os únicos que apoiaram o atual presidente do Conselho de Arbitragem. Clubes de Lisboa a tentar prejudicar o FC Porto? Naturalmente. Dois contra um é sempre mais fácil que um contra um.”

Balanço da época do FC Porto: “Arranque brilhante, com uma equipa totalmente comprometido, com muito Porto pelo meio e muita dedicação. É uma equipa que se mantém de um ano de sucesso, o que é uma mais-valia para nós, que se tem traduzido numa continuidade de trabalho do treinador, que se junta a este espírito Porto que é único e nos permitiu atingir estas sete vitórias em sete jornadas, que muito nos orgulham. Pés assentes na terra, estamos no início do campeonato e muitas coisas podem mudar, mas muito contentes com este arranque.”

Champions: “Temos estabilidade, mas é difícil competir com grandes clubes. Contra o Man. City foi um jogo complicado para nós, mas agora vêm jogos em que o FC Porto tem as suas próprias ambições, desde já em Sevilha, e depois contra Nápoles e PSV. Há uma responsabilidade maior de defender o FC Porto, mas sabendo das dificuldades que vamos encontrar. Passar a fase de grupos é obrigatório? Não é obrigatório, mas é algo que gostaríamos que acontecesse, que nos orgulharia e ao futebol português. É uma oportunidade única e histórica para o futebol português somar pontos para o ranking e cimentar o 6º lugar. Temos as equipas bem distribuídas nas competições.”

Importância da vantagem nesta fase: “Pouca. Faltam muitas jornadas e muita dificuldade pelo caminho. Temos de evitar as lesões, porque é um dos fatores principais que pode criar ruído numa caminhada para o título. Temos de controlar a prevenção de lesões e ter sempre o plantel disponível, porque o plantel é bom e o treinador é muito bom. Se pudermos renovar o título, isso seria um orgulho maior.”

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