
A pré-temporada do FC Porto está oficialmente encerrada, com um registo de quatro vitórias (sobre Birmingham City, Penafiel, Aston Villa e São João de Ver), um empate (frente ao Hibernian) e uma derrota (ante o Gil Vicente) ao cabo de seis jogos de cariz particular, nos quais Francesco Farioli aproveitou para moldar a equipa à sua imagem.
As atenções do treinador italiano viram-se, agora, para o tão aguardado embate com o Torreense, no qual estará em jogo a Supertaça Cândido de Oliveira, a partir das 20h15 (hora de Portugal Continental) do próximo sábado, no Estádio Cidade de Coimbra, com a certeza de que, para já, no plantel azul e branco, há mais certezas do que dúvidas.
Com quatro reforços firmados para a nova época desportiva de 2026/27 (João Afonso, Inbeom Hwang, André Silva e Eirik Granaas, sendo que este último não chegou, sequer, a constar no lote de jogadores apresentados aos sócios e adeptos, no passado fim de semana), para já, o foco centra-se, sobretudo, na base proveniente da anterior.
Baliza não oferece discussão
Sem Diogo Costa, que só agora será reintegrado nos treinos, por conta da participação no Campeonato do Mundo, ao serviço de Portugal, a titularidade da baliza do FC Porto alternou, nos amigáveis realizados, entre Cláudio Ramos e João Costa. Um cenário que, no entanto, certamente vai sofrer alterações.
Ainda que esteja de luto pela morte do avô, não é segredo que caberá mesmo ao internacional luso a responsabilidade, não só de ocupar o cargo de guarda-redes dos dragões, frente ao Torreense, como também a de envergar a braçadeira de capitão, retomando o lugar que é seu vai já para cinco anos.
Uma vaga em aberto na defesa
Jakub Kiwior e Jan Bednarek formaram uma das duplas defensivas mais consistentes da passada edição da I Liga, pelo que não há motivos para mexer ao centro. Já na ala direita, o caminho está aberto para Alberto Costa, até porque Martim Fernandes continua a recuperar de uma lesão muscular.
A única incógnita, para já, reside no jogador sobre o qual irá recair a aposta de Francesco Farioli para o lado esquerdo. Zaidu Sanusi foi o eleito, contra o Aston Villa, mas, antes, na visita ao Gil Vicente, a opção foi lançar Francisco Moura. O italiano quer ver esta posição reforçada, mas, até lá, um dos dois terá de cumprir com a tarefa.
Meio-campo campeão é para manter… para já
Alan Varela, Victor Froholdt e Gabri Veiga deverão manter intacta a composição do ‘cérebro’ que fez do FC Porto campeão nacional, em 2025/26. No entanto, este é o setor do terreno que mais apetrechado está, pelo que é certo que não há margem para ‘tirarem o pé do acelerador’, sob o risco de serem ultrapassados.
Rodrigo Mora continua a ser uma das principais apostas de futuro da estrutura azul e branca, e Pablo Rosario é um dos mais fiéis ‘escudeiros’ de Francesco Farioli. Há, ainda, Inbeom Hwang, médio adquirido ao Feyenoord, por 4,5 milhões de euros, que deu mostras de qualidade, no Campeonato do Mundo, e vai à luta pelo seu espaço.
Trio luso-brasileiro na frente?
Com Samu Aghehowa lesionado e Deniz Gul ‘divorciado’ dos golos, caberá, por enquanto, a André Silva a missão de liderar a frente de ataque do FC Porto. William Gomes ganhou preponderância e terá o lugar seguro na ‘asa’ direita, pelo que a única vaga em disputa será à esquerda, entre Pepê e Borja Sainz.






