
André Villas-Boas, presidente do FC Porto, em declarações aos jornalistas, À margem da cerimónia realizada esta quarta-feira na Câmara Municipal do Porto, onde recebeu a Medalha de Prata da cidade.
Caso que envolve Duarte Gomes e a arbitragem: “Demissão é grave, nomeadamente as acusações que Duarte Gomes supostamente atribui a um manuseamento de processos de influência por parte de Luciano Gonçalves, que desconheço se são verdade ou não. Depois a proteção da honra e reputação de Luciano Gonçalves, pois as acusações são graves, tal como a demissão. O FC Porto alertou para a gestão bicéfala do organismo. Processo não está terminado (…) Convinha o presidente da FPF tomar uma decisão pública (…). Mérito individual de João Pinheiro em ter estado no Mundial não pode ser extensível à quantidade de erros que se passaram no campeonato anterior e essa é uma responsabilidade maior de Duarte Gomes e Luciano Gonçalves, que até agora ficam por esclarecer como permitiram ter um campeonato tão influenciado por erros de arbitragem.”
Balanço do mercado: “Tudo tranquilo. Objetivo do FC Porto é manter a sua base depois de um ano de muito sucesso e reforçar nos pontos necessários, como temos feito. FC Porto está sujeito ao mercado como qualquer clube, mas as coisas estão tranquilas.”
Saída de Diogo Costa: “Não recebemos nenhuma proposta nem aproximação. Foi claramente o melhor guarda-redes do Mundial e estamos muito agradecidos que continue no FC Porto.”
Samu a recuperar de lesão: “O tema mais sensível é a gestão dos processos de recuperação do Samu, um dos ativos mais importantes do clube. Essa gestão da recuperação poderá trazê-lo de volta em novembro e é sobre essa decisão que temos de decidir se há necessidade de ir ao mercado”.
Diogo Costa vai mesmo passar a utilizar a camisola 2, que era de Jorge Costa?: “Vamos ver, a apresentação é no sábado e poderão ver aí. Seria um orgulho enorme que ele o fizesse, pela carga emocional e histórica.”
Stephen Eustáquio com futuro em aberto: “Temos uma conversa aberta com o jogador, que está à procura de soluções no mercado e o FC Porto sabe disso, respeita a decisão do jogador. Se terminar o mercado e o jogador estiver connosco, estaremos tranquilos.”
Novidade no dia da apresentação, tal como aconteceu com De Jong há um ano? “Infelizmente não, há coisas no menu que não se podem repetir. A novidade é manter uma base forte para conquistar o título.”
Regresso à Liga dos Campeões: “É claro que a Liga dos Campeões é uma competição totalmente diferente, onde competem os melhores. Como vocês já viram, há algumas movimentações no mercado com os clubes da Liga dos Campeões que estão fora de qualquer realidade económica de clubes portugueses, espanhóis, franceses, italianos. Portanto, transferências acima de 100 milhões de euros parece ser o valor comum de transferências de jogadores no campeonato inglês. Portanto, é uma competição muito difícil, onde o FC Porto tem um histórico importante que deve ser respeitado, mas que não deve jamais ultrapassar a real responsabilidade que é de ser campeão nacional.”
Prestação e Portugal no Mundial2026: “Relativamente à prestação, todos sabemos que foi inferior em tudo, em imagem, em qualidade, em jogos. Fica mais um Mundial marcado pela perda de oportunidade de uma geração de ouro. Portanto, se esta era realmente, mais uma vez, uma geração de ouro que queríamos ver potenciada no Mundial, foi um fracasso absoluto em tudo. Não nos animou, não nos inspirou, não havia uma mensagem que nos permitisse sonhar. Fora, evidentemente, os slogans atrevidos, não havia nada de inspirador em qualquer uma das prestações”
Jorge Jesus é o novo selecionador: “Em termos de escolha, agrada-me. É um percurso que vem em continuidade. É uma pessoa que merece toda a nossa distinção e adoração. É um verdadeiro treinador de futebol, motivador de homens, com sucesso provado em diferentes campeonatos, em diferentes clubes e que chega agora, ao que me parece ser, ao topo da sua carreira e o abraça com grande ambição. Portanto, muito satisfeito pela escolha e espero que a mesma se traduza em títulos para a seleção nacional”.
Mudança de paradigma na seleção: “Portanto, contente por esta mudança. Acho que é uma mudança radical, abrupta, mas necessária e que se traduza em títulos para a seleção nacional e, sobretudo, em espírito, em alma, em dinâmica, em amor, porque se há algo que nos une é o nosso país e se há algo que se Scolari fez de distinto foi precisamente unir um país em torno de uma seleção. E, tirando o Euro2016, nunca mais vimos um momento como esse. Portanto, espero que sim, que se traduza, sobretudo, em amor pela Seleção, pelos jogadores, pelos que representam, pelo que fazem por nós e que se traduza em títulos”.






