
O Manchester United apresentou, ao início da tarde desta quarta-feira, o Relatório e Contas relativo à passada temporada desportiva de 2025/26, no qual apresentou perdas líquidas na ordem dos 43 milhões de libras (50 milhões de euros), isto é mais dez milhões de libras (11,6 milhões de euros) relativamente ao período anterior.
Os red devils apresentaram receitas recorde no valor de 677,6 milhões de libras (788,5 milhões de euros), em grande parte, devido ao facto de terem terminado a Premier League no terceiro lugar e conquistado o apuramento direto para a Liga dos Campeões. Números que, no entanto, não chegaram para cobrir os ‘monstruosos’ gastos que o clube assumiu.
Como resultado as dívidas atuais ascendem dos 471,9 milhões de libras (549,2 milhões de euros) da época de 2024/25 para os 577,6 milhões de libras (672,2 milhões de euros). Isto, apesar da política de contenção de custos que tem vindo a ser imposta desde o final de 2023, quando Sir Jim Ratcliffe se tornou co-proprietário.
A contribuir para este desfecho esteve, em grande parte, um investimento de 63,5 milhões de libras 73,9 milhões de euros na aquisição do terreno no qual vai ser construído o ‘novo’ Old Trafford, um estádio de última geração que promete ser capaz de albergar qualquer coisa como 100.000 adeptos e que contará, ainda, com uma zona comercial.
Afinal, quanto custou despedir Ruben Amorim?
Este documento ajuda, ainda, a colocar um ponto final nas dúvidas relativamente ao valor que o Manchester United teve de desembolsar para avançar para a demissão de Ruben Amorim, no passado mês de janeiro, na sequência de uma primeira metade de temporada na qual os resultados desportivos ficaram aquém das expetativas.
Ora, visto que o contrato entre ambas as partes não contemplava qualquer cláusula de rescisão e que não foi alcançado qualquer acordo tendo em vista o final do mesmo, os red devils não teriam alternativa a não ser pagar os 16,7 milhões de libras (19,4 milhões de euros) a que este e a sua equipa técnica teriam direito, até junho de 2027, na forma de ordenados.
No entanto, uma vez que, no passado verão, o treinador português aceitou o convite para suceder a Massmiliano Allegri no comando técnico do AC Milan, esta ‘sangria’ foi travada, tendo a indemnização ficado cifrada em perto de 8,2 milhões de libras (9,5 milhões de euros), o que representa uma poupança de 8,5 milhões de libras (9,9 milhões de euros).
“Estamos na trajetória certa”
Apesar das significativas perdas financeiras, o diretor executivo do Manchester United, Omar Berrada, não vê causa para alarme: “Estamos satisfeitos por ter garantido receitas recordes e ajustado o EBITDA, o que demonstra a força patente do nosso negócio, particularmente, numa temporada sem futebol europeu”.
“Isto demonstra o impacto direto do trabalho que temos vindo a realizar, ao longo dos dois últimos anos. Ainda que estes resultados confirmem que estamos na trajetória certa, vamos continuar a adotar uma abordagem disciplinada, para garantir que as nossas finanças se mantém sustentáveis”, referiu o espanhol.
“Com essa sustentabilidade financeira em mente, reforçámos as nossas equipas, tando de futebol masculino, como de futebol masculino, durante o mercado de transferências de verão, e a nossa equipa de futebol masculino viu o futebol da Liga dos Campeões regressar a Old Trafford. A nossa outra principal área de foco é o plano para desenvolver um novo estádio”, concluiu.






