Aguiar-Branco rejeita inquérito ao Chega e Luís Neves ameaça renunciar ao cargo
Presidente do Parlamento travou o pedido de André Ventura, mas o clima de tensão levou Luís Neves a colocar o lugar à disposição.

O ambiente no Parlamento está em ponto de ebulição. O presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, rejeitou o requerimento do Chega para criar uma comissão parlamentar de inquérito à atuação de Luís Neves, mas o caso ganhou contornos ainda mais graves com o próprio Luís Neves a ameaçar renunciar ao seu cargo.
Aguiar-Branco justificou a rejeição explicando que o pedido do partido de André Ventura viola a Constituição por não delimitar atos específicos a investigar. “Não pode ser a investigação a criar o seu próprio objeto”, afirmou o presidente da Assembleia da República, frisando que a decisão se baseou em critérios puramente legais.
Pressão máxima e ameaça de demissão
Apesar do travão imposto por Aguiar-Branco, o impacto político da iniciativa do Chega levou Luís Neves a reagir de forma radical, admitindo deixar o cargo perante as acusações e o desgaste provocados pelo processo.
O Chega tem agora duas opções: recorrer da decisão do Presidente da Assembleia da República para o plenário de deputados ou reformular o requerimento de modo a cumprir as exigências constitucionais. Caso o processo avance, a ameaça de demissão de Luís Neves promete agitar ainda mais os bastidores da política nacional.
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