
A drian Durham, jornalista da rádio britânica talk sports , teceu, este sábado, duras críticas a Bruno Fernandes, chegando mesmo ao ponto de ridicularizar quem defende que deve ser eleito o jogador do ano da Premier League, por somar já oito golo e 19 assistências ao cabo de 31 jogos disputados com a camisola do Manchester United.
Ele vai bater um ou outro recorde, aparentemente, Em primeiro lugar, será que os dados de assistências significam assim tanto? São um pequeno guia. Sim, podes usá-los, tudo bem, mas que assistência foi esta? Foi um passe para alguém que marcou um golaço a 30 jardas? Será que isso é mesmo uma assistência? De qualquer maneira, fora isso, digamos apenas que as assistências de Bruno Fernandes deveriam levar um asterisco”, começou por afirmar.
“Um dia destes, alguém me disse que Bruno Fernandes deveria ser o jogador do ano. Já não me ria tanto desde que me mostraram o vídeo do Alex Crook, o principal correspondente de futebol, a dançar o YMCA, num bar perto de Wembley. E ele ainda está a pagar-me por manter esse vídeo em segredo”, acrescentou.
Isto porque, na opinião do repórter, o internacional português “está, basicamente, a tirar um ano de férias do futebol, esta temporada”: “As pessoas que se babam por ele são uma completa piada. Ele nem sequer vai fazer 40 jogos, esta época. É patético. Declan Rice e Rayan Cherki já fizeram 50, e têm mais pela frente”.
“Nico O’Reilly vai com 49, e é um bebé. Martín Zubimendi já vai com 51, e ainda tem mais pela frente. Estes são candidatos a sério, não alguém que aparece uma vez por semana e nem sequer tem duplos dígitos de golos. E, já agora, dos oito golos dele, esta temporada – apenas oito golos – apenas um foi contra equipas de todo”, analisou.
“Mesmo esse, foi contra o Chelsea, por isso, nem sequer conta. Então, ele tem um grande número de assistências, certo? Tudo bem, mas é claro que ele parece bom quando está numa equipa que só joga para a Premier League. Ele foi uma das razões pelas quais o Manchester United não está nas provas europeias, esta temporada”, prosseguiu.
“Uma época de apenas 40 jogos é uma vergonha para um clube como o Manchester United, por isso, o Capitão Calamidade pode atirar com os dados de assistência dele para o caixote do lixo, porque só os conseguiu tirando uma semana de folga entre jogos, que é algo que os futebolistas de topo não fazem”, rematou.
No entanto, Adrian Durham não se ficou por aqui, e virou, de seguida, baterias para a postura assumida pelo ex-Sporting, fora das quatro linhas: “Eu assinalei, há um par de semanas, que ele deu, muito recentemente, uma entrevista a um jornal britânico, na qual disse que, na verdade, eles cometeram, basicamente, um erro ao despedirem Ruben Amorim”.
“Eles erraram ao despedi-lo, porque tinham, nas palavras dele, algo a acontecer, sob as ordens de Ruben Amorim. Quando lhe perguntaram sobre Michal Carrick e sobre como tem corrido, ele disse ‘Bem, qualquer um pode parecer bom, em períodos de tempo’. “Então, será que isto é alguém que está a apoiar totalmente aquilo que está a passar-se no clube?”, questionou.
“Isso não é um capitão a sério, para mim. Devia ficar envergonhado com isso. Vocês deveriam ficar envergonhados com isto, mas é típico dos adeptos do Manchester United. Agarram-se a alguém que pensam ser um herói, porque não têm mais nada a que se agarrarem”, concluiu.






