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Dorgu responde a Amorim, meio ano depois: “Quando o treinador fala mal…”

Rúben Amorim

Patrick Dorgu concedeu uma extensa entrevista à edição deste domingo do jornal britânico.The Telegraph  , na qual abordou diversos temas,  começando, desde logo, pelas críticas que lhe foram tecidas, publicamente, há cerca de meio ano, pelo então treinador do Manchester United, o português Ruben Amorim.

Atingiu-me um pouco, quando Amorim disse aquilo, porque, quando o treinador fala mal de ti, vai sempre afetar-te um pouco. Limitei-me a acatar aquilo da melhor maneira possível e tendei melhorar o meu jogo. Mesmo antes de ele ter sido despedido, no último par de jogos, eu comecei a entrar no ritmo, à medida que os outros começaram a partir para o CAN [Campeonato Africano das Nações]”, começou por afirmar.

“Tive, apenas, de levar essa confiança para a chegada de [Darren] Fletcher e [Michael] Carrick. Limitei-me a tentar jogar com um pouco mais de confiança e a expressar-me (…). Não me parece que aquela tenha sido a palavra que ele [Ruben Amorim] queria utilizar. Ansioso? Acho que não era isso que ele queria dizer”, prosseguiu.

“Penso, apenas, que não tinha qualquer confiança, e a equipa não estava num bom momento, naquela altura. Acho que ele disse aquilo na altura errada, porque eu joguei bem, na seleção nacional. Não vejo como é que seria possível jogar bem numa equipa, mal noutra e, de repente, estar ansioso”, rematou.

O internacional dinamarquês referia-se aos comentários feitos pelo ex-Sporting, na conferência de imprensa de antevisão à vitória alcançada sobre o Crystal Palace, na deslocação a Selhurst Park, por 1-2: “Quando o vejo a jogar pela seleção nacional… Ele marcou um grande golo, contra a Escócia, e a decisão que tomou, sob pressão, foi completamente diferente àquelas que está a tomar, na nossa equipa”.

“Dá para sentir a ansiedade, sempre que o Patrick toca na bola. Eu consigo sentir essa ansiedade. Lembro-me daquele remate contra o Everton… Essa foi uma decisão mais simples do que aquela que ele teve de tomar, contra a Escócia. E vi a qualidade dele, quando jogou em Itália, mas, aqui, é diferente, e, por vezes, a pressão é difícil para eles, no início. Ainda assim, ele tem tempo para evoluir”, atirou.

“”Eu só preciso de perceber o contexto, para tentar ajudá-los. Eles estão longe do seu melhor, e sabem disso. Tal como acontece com vários outros jogadores, na nossa equipa, e tal como eu mesmo. Limito-me a olhar para eles e a pensar que eles têm muito mais para dar. Vamos ver, esta semana, se conseguimos melhorar isso”, acrescentou.

Nesta mesma entrevista, Patrick Dorgu ‘levantou o véu’ a propósito da experiência de alinhar ao serviço do Manchester United, na sequência de ume época em que leva três golos e outras tantas assistências ao cabo de 24 jogos oficiais: “Não é fácil jogar por uma das melhores equipas, quando não tens qualquer experiência. Há muita pressão, quando jogas aqui”.

“Há grandes expetativas. O clube quer vencer, e nós [os jogadores] também queremos vencer, por isso, não é fácil lidar com essa pressão, mas eu tenho bons companheiros de equipa e bons treinadores, que acreditam em mim. Eu treino bem, e coloquei-me numa boa posição”, concluiu o jogador de apenas 21 anos de idade.

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