Iturralde González: “Só há uma decisão certa no lance de Aursnes”
Antigo árbitro espanhol analisa o penálti assinalado no Benfica-Gil Vicente e considera a decisão correta apesar do azar.

O antigo árbitro internacional espanhol analisou um dos lances mais discutidos da sexta jornada da Liga Portugal Betclic e foi claro na avaliação do penálti assinalado a favor do Benfica no encontro com o Gil Vicente, disputado no Estádio da Luz.
O momento em causa envolveu Fredrik Aursnes e Tidjany Touré, dentro da área gilista. A decisão do árbitro João Gonçalves gerou debate, mas Iturralde González considera que a sanção foi a correta.
“É uma jogada de enorme azar, mas que é punível, é penálti. O defesa quer aliviar a bola, mas o avançado salta, antecipa-se ao alívio e o defesa acaba por o derrubar. Derruba-o com a perna que está no chão”, explicou ao jornal Record.
O ex-árbitro reconheceu que não houve intenção de cometer falta por parte de Aursnes. No entanto, reforçou um ponto fundamental das leis do jogo: a intenção não é o critério principal.
“Que o defesa não o queria fazer? Está claro. Que queria aliviar a bola? Está claro. Mas segundo as leis do jogo não podemos julgar intenções, julgamos a forma como se faz a abordagem ao lance. A forma como o defesa abordou o lance foi derrubando o adversário. Portanto, é penálti claro.”
Iturralde González voltou a insistir na mesma ideia quando aprofundou a análise:
“Ele tenta aliviar novamente quando a bola desce e o que faz é, com a perna direita, derrubar o avançado que lhe ganhou a posição. É um azar, não tem intenção, mas é penálti.”
A explicação do antigo árbitro espanhol é técnica e direta. Para ele, o facto de Aursnes estar a tentar afastar a bola não invalida o contacto que acabou por derrubar Tidjany Touré. O avançado do Gil Vicente ganhou a posição e foi desequilibrado pela perna do defesa norueguês.
Este tipo de lances gera sempre discussão entre adeptos e comentadores. Muitos defendem que o azar deve ser tido em conta, enquanto outros, como Iturralde González, defendem que as regras são claras: o que conta é o contacto e a consequência da ação, não a intenção do jogador.
No final, a decisão de João Gonçalves acabou por ser apoiada pela análise do antigo árbitro espanhol, que considera que só havia uma decisão possível: penálti.
O Benfica acabou por vencer o jogo, mas o lance continuou a ser um dos mais comentados da jornada. A opinião de Iturralde González, com anos de experiência internacional, volta agora a colocar o foco na forma como as leis do jogo devem ser aplicadas, independentemente do azar ou da boa intenção do defesa.






