
Jorge Jesus divulgou, ao início da tarde desta quinta-feira, aquela que foi a sua primeira lista de convocados na qualidade de selecionador nacional, tendo em vista as quatro primeiras jornadas da fase de grupos da Liga das Nações, nas quais Portugal terá pela frente País de Gales, Noruega (por duas vezes) e Dinamarca.
De seguida, perante os jornalistas, o sucessor de Roberto Martínez explicou os motivos por detrás das decisões tomadas, nomeadamente, relativamente às chamadas de Samue Soares, Nuno Tavares, João Palhinha e Fábio Silva, os quatro únicos que não estiveram presentes no último Campeonato do Mundo, disputado nos Estados Unidos da América, no Canadá e no México.
O treinador de 72 anos de idade aproveitou, ainda, a ocasião para esclarecer outros ‘temas quentes’, garantindo, com particular veemência, que Cristiano Ronaldo não tem lugar garantido no onze titular, ao contrário do que sucedeu até agora, pelo que terá mesmo de lutar pelo posto.
Neste momento, não é muito importante caraterizar onde tens mais qualidade. Se analisares para esta convocatória, a grande maioria dos jogadores não jogam no campeonato português, portanto… Haverá outros jogadores com qualidade, em Portugal, é claro que há. Estão aqui três do Benfica, o Tomás, o Palhinha e o Samuel. Também há um jogador do FC Porto e um do Sporting. Todos os outros jogam fora de Portugal. O que valoriza os campeonatos é os jogadores. Ontem, tivemos um exemplo. O Torreense, da II Liga, ganhou o primeiro jogo da Liga Europa, o transmite que a qualidade do nosso futebol é muito forte, porque uma equipa da II Liga conseguiu ganhar um jogo importante internacional. Não quero entrar muito em pormenor.
Tens de ir à procura das caraterísticas individuais dos jogadores. Temos quatro laterais ofensivamente muito fortes, dois na esquerda e dois na direita. Olho para o jogo tendo laterais que possam dar essa resposta e confiança de ter jogadores com essa qualidade, mas não podemos olhar para o jogador só para a frente, porque, na maior parte dos 90 minutos do jogo, os laterais não têm bola. Estão mais tempo sem bola do que com bola, portanto, temos de olhar para as duas vertentes do jogo. Desses quatro laterais, não são todos iguais. Os dois do lado esquerdo são super ofensivos. Por exemplo, o Nuno Mendes, no PSG, não é um lateral ofensivo, é o terceiro jogador que dá equilíbrio à equipa. Entra no processo ofensivo quando o colega que está à frente tem bola. Tem um treinador que acha que é o lateral que equilibra a equipa na perda de bola. Eu vejo o jogo de maneira diferente com o mesmo jogador.






