
Mourinho deixou, na noite de terça-feira, um recado aos adeptos do Real Madrid, em resposta aos assobios que se ouviram no Santiago Bernabéu, durante a vitória diante do Inter (2-1), na primeira jornada da fase de liga da Liga dos Campeões.. Em conferência de imprensa, o treinador português foi confrontado com a reação dos adeptos e saiu em defesa dos seus jogadores, mas não deixando de mencionar aquilo que testemunhou recentemente em
Assobios para o Vinícius? Não, eu não… não critico os adeptos, não falo dos adeptos. Falo enquanto treinador e da minha relação com ele: merece todo o meu respeito. Não está no seu melhor momento, é uma coisa que tu vês, que eu vejo, que todos vemos. Mas ele é o primeiro a sabê-lo. Está a trabalhar muito para voltar a ser o Vinícius que decide jogos. Mas, por não estar no seu melhor e por não conseguir fazer isso neste momento, está a trabalhar mais do que nunca… Seja nos treinos ou nos jogos. As poucas vezes em que não conseguiu encurtar espaços e defender com o bloco foi por fadiga. Porque fez quatro, cinco, seis sprints com bola de 50 metros. E isso não é fácil. Mas teve uma entrega muito, muito boa no jogo. E eu tenho de valorizar imenso isso. Tenho muito respeito pelo Vinícius que encontrei. E vai chegar… vai chegar o momento em que vai decidir jogos. E vai ganhá-los”, começou por dizer Mourinho, citado pelo As.
Desafiado a comentar o ambiente vivido no Bernabéu e o que deseja dizer aos adeptos, que ambicionam um futebol mais refinado, Mourinho escusou-se a dar uma resposta direta.
“Não… vocês fazem muitas perguntas sobre o estádio e eu não vou comentar. Não vou falar sobre o estádio. Há um par de dias jogámos em Sevilha, com o Betis, massacrámos o Betis, tivemos dez ocasiões de golo para ganhar, o Betis sofreu imenso, mas sofreu com onze e mais 70 mil pessoas [nas bancadas]. Mas, com todo o respeito, o Real Betis é um grandíssimo clube, mas o Real Madrid é outra coisa. As pessoas têm outro nível de exigência. Penso também que vocês gostam deste tipo de perguntas. Para ver se eu digo que estou zangado com os adeptos. Nada disso. Não estou zangado com ninguém. Estou contente com os pontos, estou contente com aquilo que os jogadores deram. E é assim que vamos continuar. No sábado temos mais”, vincou.
Raúl não fica sem resposta
Já na zona mista, Mourinho foi confrontado com os comentários de Raúl González, antiga glória do Real Madrid, que se estreou como comentador na Movistar, e que considerou que o resultado foi melhor do que a exibição.
“Eu prefiro dizer que foi… um jogo louco. Tantas críticas que se recebem quando o jogo é aborrecido, pois hoje foi louco. Um jogo que terminou 2-1, mas que poderia perfeitamente ter acabado 7-6. Sabíamos das dificuldades que íamos ter contra uma equipa muito forte e com o nosso meio-campo um pouco… debilitado. E, sobretudo, com a intensidade do jogo, vi que eles fizeram alterações muito cedo e eu não tinha muitas soluções para mexer no meio-campo. Quando vi que os jogadores já estavam numa situação difícil, não tinha muito por onde mexer. Mas penso que fizeram um grande trabalho. Ganhámos um jogo difícil, em circunstâncias difíceis”, justificou o técnico luso.
Eu prefiro dizer que foi… um jogo louco. Tantas críticas que se recebem quando o jogo é aborrecido, pois hoje foi louco. Um jogo que terminou 2-1, mas que poderia perfeitamente ter acabado 7-6. Sabíamos das dificuldades que íamos ter contra uma equipa muito forte e com o nosso meio-campo um pouco… debilitado. E, sobretudo, com a intensidade do jogo, vi que eles fizeram alterações muito cedo e eu não tinha muitas soluções para mexer no meio-campo. Quando vi que os jogadores já estavam numa situação difícil, não tinha muito por onde mexer. Mas penso que fizeram um grande trabalho. Ganhámos um jogo difícil, em circunstâncias difíceis”, justificou o técnico luso.
“Aborrecido não foi. Tivemos o 3-0 no último minuto da primeira parte e, se calhar, a partir daí teríamos partido para o quarto ou quinto. Mas concordo com o Raúl em que os nossos golos surgiram em momentos de dificuldade que eles tiveram… mas quero dar mérito aos meus jogadores, porque a pressão também se treina. Escolher os momentos para pressionar, como pressionar, onde pressionar, que jogadores pressionar… É trabalho. E o golo do Valverde é trabalho. Não sejam só críticos… Também fizemos algumas coisas bem”, rematou Mourinho.






