FC Porto

André Villas-Boas inspira-se em Kiwior para satisfazer desejo de Farioli

André Villas-Boas

Conquistada a Supertaça Cândido de Oliveira, o FC Porto centra todas as baterias no arranque do campeonato nacional,  onde terá como principal missão revalidar o título da época passada, mas ainda de olhos postos no mercado, até porque há dois desejos de Francesco Farioli ainda por realizar. O treinador italiano já fez saber que pretende um defesa esquerdo e um ponta de lança, neste mercado de verão, e André Villas-Boas encontra-se em busca de soluções.

O presidente do FC Porto tem vários nomes em carteira e até iniciou contactos formais por alguns deles, mas não deverá ter pressa na hora de encontrar nomes que acrescentem, de facto, valia ao atual plantel.

Historicamente, o aproximar do fecho do mercado tende a levar os clubes a baixarem as exigências financeiras pelos ativos que querem vender, e será nessa lógica que o FC Porto irá tentar contratar os jogadores desejados a um preço menos elevado.

Essa tática está na mente de Villas-Boas e não é nova. No último verão foi assim que conseguiu fechar a contratação de Jakub Kiwior junto do Arsenal, oferecendo a Farioli um dos reforços mais importantes da temporada, já em cima do encerrar da janela de transferências.

O defesa polaco chegou ao Dragão a título de empréstimo, mas acabaria por ser comprado no final da temporada, investindo mais 17 milhões de euros por um indiscutível na equipa de Farioli.

Souza, o novo Kiwior?

Ora, menos de um ano depois, Villas-Boas está novamente em busca de uma ‘prenda’ para o técnico que devolveu o título de campeão ao FC Porto, sendo que já há um nome forte para o lugar de defesa esquerdo, mas que irá obrigar a muita ginástica negocial.

Trata-se de João Souza, lateral brasileiro que não tem espaço com Roberto De Zerbi, no Tottenham, mas que o clube de Londres não admite libertar por menos de 20 milhões de euros.

Os dragões já têm o jogador de 20 anos no seu radar há várias épocas, ainda antes de ter deixado o Santos para dar o salto para o Tottenham, no último verão, e espreita, agora, uma mudança para o Dragão.

A atual saúde financeira do FC Porto obriga Villas-Boas a procurar a melhor solução sem entrar em loucuras e de acordo com as informações mais recentes há dois cenários em cima da mesa: compra imediata por 20 milhões ou um empréstimo com obrigação de compra que permitirá ao FC Porto fasear este montante – tal e qual como aconteceu com Kiwior.

Farioli deixa alerta

Após conquistar a Supertaça, no passado sábado, Farioli não deixou de sublinhar que o plantel do FC Porto precisa de mais alguns ajustes até ao fecho de mercado, lembrando que a fasquia é elevada nesta nova temporada, também pelo regresso à Liga dos Campeões. Ainda assim, o treinador italiano admitiu que os azuis e brancos precisam de ser cirúrgicos na contratação de novos jogadores.

“Claro que há a outra parte: o que podemos fazer. E é aqui que reside a razão pela qual as coisas se estão a atrasar um pouco, porque a capacidade financeira é um pouco diferente dos números que lemos diariamente, onde parece que podemos gastar 20 ou 30 milhões aqui e ali. A realidade é um pouco diferente, por isso é o momento de sermos criativos, encontrar a solução adequada para ter, no fecho do mercado, um plantel que possa competir novamente com a energia certa, sem esquecer o poder da equipa que temos atualmente, em campo e no grupo em termos de liderança e valor”, argumentou Farioli.

Diogo Costa e Mora podem ajudar

Em sentido inverso, Diogo Costa e Rodrigo Mora ainda podem sair nas próximas semanas, o que faria entrar muitos milhões nos cofres do Dragão e que deixaria o clube azul e branco financeiramente mais folgado na hora de negociar a chegada de novos jogadores. O guardião é visto como peça-chave e a sua saída será sempre mais complicada de ser consumada, ao passo que Mora continua a ser tido como opção secundária para Farioli e poderá ser mesmo ‘sacrificado’.

Para já, o novo FC Porto, que entrou em 2026/27 a conquistar um título, apenas conta com André Silva (a custo zero), Inebom Hwang (4,5 milhões de euros) e João Afonso (1,5 milhões de euros) como ‘caras novas’ da equipa principal.

 

 

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