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Rodrigo Mora vira incógnita no FC Porto: “Nesta fase da carreira…”

O FC Porto já deu o pontapé de saída na época 2026/27 com a conquista da Supertaça Cândido de Oliveira, frente ao Torreense (1-0),  e já anseia pela estreia na I Liga. Os azuis e brancos vão dar o tudo por tudo para revalidarem o título nacional e, para isso, Francesco Farioli tem procurado fortalecer o jogo dos dragões no decorrer da pré-época

Uma das dúvidas para a temporada que se aproxima está relacionada com a utilização de Rodrigo Mora, que ainda não conseguiu assumir um papel de relevo que outrora se pensou que atingiria com facilidade.

O técnico italiano nunca considerou que o jovem da formação do FC Porto tivesse o estatuto de indiscutível e a sua utilização foi sendo intermitente ao longo de 2025/26. Apesar disso, o médio ainda esteve presente em 44 jogos e contabilizou cinco golos e duas assistências na época anterior.

Regressando à atualidade, é certo que os dragões apenas realizaram um jogo oficial, no passado sábado, mas voltou-se a verificar que Gabri Veiga é a preferência de Farioli em detrimento de Rodrigo Mora. Resta saber se esta escolha se deveu a uma opção do treinador momentânea e se será esta a premissa para a temporada que se segue. Se tal se verificar, será que Rodrigo Mora poderá ficar para trás devido à perda de relevância na equipa?

Para perceber essa questão, o Desporto ao Minuto conversou com Carlos Chaínho, que desvalorizou a aposta a conta-gotas na pérola da formação e deixou vários elogios a Rodrigo Mora. O antigo jogador do FC Porto começou por lembrar que a época ainda mal começou e que, por isso, não podem ser tiradas “ilações”.

“Isto é o futebol. Faltam muitos jogos e não se podem fazer ilações pelo facto de não ter sido utilizado na Supertaça. É um plantel e as decisões do treinador fazem parte, ainda que seja um jogador com as qualidades que sabemos. Agora, é esperar para ver o que é que se passa”, começou por dizer.

Depois de ter referido que o médio é um “jogador apetecível”, até porque tem “contrato até 2030 e conta com uma cláusula de rescisão de 70 milhões de euros”, Carlos Chaínho procurou entender a decisão de Francesco Farioli.

“Não se podem tirar ilações, até porque não sabemos se Rodrigo Mora vem de alguma recuperação”, questionou.

Por tudo isso, o antigo futebolista não crê que este contexto de Rodrigo Mora no FC Porto seja suficiente para que o jogador possa ficar para trás e reafirma que tudo se trata da gestão de Farioli.

“O Mora tem um valor que Francesco Farioli conhece e, com mais ou menos dificuldades, o jovem vai acabar por ter minutos ou até ser titular. Contudo, o contexto dele no FC Porto é algo normalíssimo, não vejo qualquer problema”, apontou.

“No fundo, o treinador escolhe os jogadores que estão fisicamente melhores. Não sei se é o caso ou não, mas o Rodrigo Mora é um miúdo com um talento impressionante e não se pode pôr isso em causa. Para além disso, é um valor que o FC Porto tem seguro, até porque é um dos jogadores mais apetecíveis a nível de vendas”, acrescentou.

“O melhor para ele era ficar no FC Porto”

Tendo em conta que a importância de Rodrigo Mora parece ser questionada, por vezes, devido a uma falta de consistência no que diz respeito ao tempo de utilização, a saída já chegou a ser apontada ao jovem. Inclusivamente, nos últimos dias, a pérola da formação portista tem sido associada à Turquia.

Só que Carlos Chaínho não considera que a saída deva ser equacionada e garante que o melhor para o futuro do jogador seria manter-se na formação azul e branca.

“Eu não sei, não sei quais são as prioridades das pessoas. Acima de tudo, pode crescer na casa que conhece. No entanto, se aparecer um clube que pague a cláusula de rescisão, se o jogador quiser sair e o FC Porto quiser vender, não há nada a fazer”, explicou.

“Contudo, para mim, acho que, nesta fase da carreira, o melhor para Rodrigo Mora era continuar no FC Porto para poder crescer no meio que conhece e onde pode evoluir”, prosseguiu.

De seguida, o ex-FC Porto afirmou que, nesta fase da carreira de Rodrigo Mora, a ida do jovem para outros campeonatos implicaria uma “base sólida”, bem como a vontade do jogador de sair do clube da invicta. É nesse ponto que Carlos Chaínho considera que está garantido o futuro do jogador nos próximos tempos, uma vez que o mesmo “dá a entender que pretende continuar em Portugal.

“Só que tudo também dependerá dos seus representantes e do FC Porto, mas acho que onde Mora se sente feliz é nos dragões”, salientou.

Por fim, em jeito de antevisão mais generalizada sobre as hipóteses do FC Porto para a próxima época, Carlos Chaínho assegura que o favorito à conquista da I Liga tende a ser o campeão nacional na última época, mas não esconde as dificuldades que o clube portista irá enfrentar.

“Atribuo sempre favoritismo ao campeão no último ano, portanto o FC Porto é favorito. Só que as outras equipas também estão bem, pelo que penso que será complicado. Vai ser difícil, mas creio que será um campeonato muito bom”, concluiu.

É de recordar que o FC Porto vai disputar a primeira jornada da I Liga já no próximo domingo, diante do Alverca, a partir das 18 horas, no Estádio do Dragão.

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