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Inglaterra às voltas com Messi: “Não aticem o urso”

Leonel Messi

Kyle Walker fez, esta quarta-feira, uso do espaço de opinião que assina no jornal britânico the sun  para tecer rasgados elogios a Lionel  Messi, que, na sua opinião, irá revelar-se uma autêntica ‘dor de cabeça’ para Inglaterra, na segunda meia final do Campeonato do Mundo (a primeira culminou numa vitória de Espanha sobre França, por 0-2), diante da Argentina.

Se eu soubesse como parar Lionel Messi, provavelmente, seria o melhor treinador de todos os tempos, porque muitos tentaram e falharam. Messi é Messi, e provou isso neste Mundial. Quando quer ligar-se, a Argentina continua a ter um grande jogador, no qual pode confiar. Por vezes, ele parece estar a penas a andar por lá, mas, de repente, ganha vida. A qualidade quando tem bola é qualquer coisa”, começou por escrever.

“Quando eu joguei pelo Manchester City, contra o Paris Saint-Germain [derrota, por 2-0, em 2021], ele esteve sob controlo durante 70 minutos, e, de repente, combinou com Kylian Mbappé e rematou ao ângulo superior da baliza. Fizeste todo aquele trabalho para tentar travá-lo, e ele acerta em cheio. É por isso que ele é, provavelmente, o melhor jogador de todos os tempos”, prosseguiu.

“É difícil analisar onde pode estar qualquer fraqueza de Messi. Talvez haja o facto de não recuar muito, mas tem uma grande equipa a trabalhar para ele, que lhe permite fazer aquilo que faz de melhor. Aqueles rapazes que correm por ele sabem aquilo que ele pode acrescentar. Ele guarda a energia para quando tem a bola, e foi assim que a Argentina conquistou, com mérito, o Campeonato do Mundo, em 2022”, completou.

O internacional inglês (atualmente, ao serviço do Burnley) elaborou, de seguida, sobre possíveis maneiras de travar La Pulga: “Não me importo com fazer marcação ao homem, mas não me parece que vá funcionar para nós, e, provavelmente, ele vai encarar como desafio pessoal demonstrar às pessoas que é impossível fazer-lhe marcação ao homem. Eu diria para não atiçarem o urso”.

“Será Otamendi tecnicamente tão bom quanto John Stones, Vincent Kompany, Aymeric Laporte ou Rúben Dias? Não”

Kyle Walker virou, de seguida, atenções para outros jogadores que considera importantes para a seleção da Argentina, como é o caso de Nicolás Otamendi, jogador com o qual partilhou balneário, no Manchester City, e que deixou, recentemente, o Benfica, para rumar ao River Plate, a ‘custo zero’.

“Nicolás Otamendi é, provavelmente, o maior guerreiro que eu alguma vez vi em campo. Será que, tecnicamente, é tão bom quanto John Stones, Vincent Kompany, Aymeric Laporte ou Rúben Dias? Não. Mas, enquanto alguém com o qual vais para a guerra, pode, definitivamente, estar ao teu lado. Ele tem o coração de um leão, mas também é muito inteligente. Conhece as artes negras, deixem-me que vos diga”, referiu.

“Ainda assim, nós somos bons o suficiente para que os argentinos se preocupem connosco, ao invés de nós nos limitarmos a concentrar-nos em jogadores como Messi. Eu enviei ao meu companheiro Stones uma mensagem, depois do excelente jogo dele contra a Noruega, e disse-lhe que não podia estar mais feliz pela maneira como este torneio está a correr-lhe”, concluiu

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