
Felipe Morato, antigo jogador do Benfica, concedeu, esta quinta-feira, uma extensa entrevista ao portal brasileiro GLenbo Esperto , na qual, entre outros temas, recordou a mudança para as águias, onde chegou em 2019 proveniente do São Paulo.
Na conversa, que surgiu a propósito da presença na meia-final da Liga Europa, o central brasileiro, que pertence aos quadros dos ingleses do Nottingham Forest, de Vítor Pereira, revelou que foi praticamente forçado a deixar o Brasil para viajar para Portugal.
Morato, que saiu do clube brasileiro para as águias a troco de mais de 7 milhões de euros, admitiu que queria ter tido a oportunidade de jogar pela equipa principal do São Paulo. Mas o interesse do Benfica apressou a saída para Portugal.
“A minha expectativa era jogar no Morumbi lotado, numa noite de Libertadores, num domingo de Brasileirão. Não foi possível, quem sabe no futuro. Não esperava [sair tão cedo]. Tinha jogo no dia em que viajei [para Portugal], foi tudo muito rápido. Tinha um encontro em Cotia, às 15h, e, na hora do almoço, disseram-me que eu não ia jogar, que teria de viajar para Portugal. Aconteceu muito depressa. Os meus pais estavam lá também, só deu tempo de me despedir, pegar nas minhas coisas e ir para o aeroporto”, começou por dizer.
Apesar da mudança repentina, Morato diz não estar arrependido da mudança para o Benfica, clube pelo qual fez 86 jogos.
“Daí em diante, não tive a escolha de dizer sim ou não, já tinha acontecido. E também não tenho do que me queixar. Olhando para trás, não tenho do que me queixar. Claro que gostaria de ter jogado pelo São Paulo, mas ter ido para o Benfica, que acolhe muito bem e tem uma formação excelente, foi muito bom para mim”, vincou
Ao serviço do Benfica, Morato cruzou-se com Jorge Jesus, treinador que caracterizou como “explosivo”.
“Foi ele que me promoveu da equipa B, inclusive. É um grande treinador, que me ensinou muita coisa e me lançou em vários jogos. Os meus primeiros momentos, os meus primeiros jogos e a primeira convivência no futebol profissional foram com ele. Pude entender como é estar ali no grupo, no dia a dia. Fica a minha gratidão para com ele por tudo isso. O Jorge Jesus era muito explosivo. É aquele ‘paizão’ que vai mandar vir contigo, mas depois chama-te à parte, às vezes até à frente de toda a gente, e, à maneira dele, tenta confortar-te. Não chega a pedir desculpa, mas demonstra-o de outra forma”, atirou o brasileiro, que deixou também elogios a Vítor Pereira, que o orienta no Nottingham Forest.
“O Vítor Pereira também é assim, um ‘paizão’, gosta muito de conversar. Os dois são muito técnicos, gostam bastante de tática e de jogo bem jogado. E é isto. Acho que os treinadores portugueses com quem trabalhei até agora são assim. O Nuno também, quando cheguei, era muito estrategista, acompanhava todos os jogos. Cada partida é tratada de uma forma. É bom trabalhar com os portugueses”, finalizou.






