
Ricardo Quaresma, antigo internacional português, na antena da LiveModeTV, após a derrota de Portugal frente a Espanha (0-1), no Mundial2026.
Martínez disse estar orgulhoso: “Orgulhoso de quê? Eu ainda não entendi esse orgulho que ele tem. Com o talento… Esteve numa Bélgica com uma geração fantástica e nunca deu nada. Chega aqui a Portugal com uma geração incrível, ainda não deu nada. Ganhámos uma Liga das Nações. Vamos ficar felizes com uma Liga das Nações? Para mim é curto. Como português e adepto de futebol, para mim é pouco. Com esta geração, para mim é muito pouco”.
Martínez em fim de ciclo: “Por amor de Deus… Já devia ser. Há coisas que me revoltam. Se não tivéssemos talento e qualidade, estava tudo certo. Mas tens talento e qualidade enorme! Não tens um que digas que é fraco”.
O que falhou contra Espanha: “O nosso grande problema, durante o jogo, foi o Nuno Mendes lesionar-se. O Lamine não estava a fazer nada. Quando ele se lesiona, o Lamine aparece e Espanha cresce. Saímos de cabeça baixa”.
Jogadores também com culpa: “Há coisas que não entendo. O nosso meio-campo, grandes jogadores, mas muito fraco. Uma defesa perdida. Não sei o que dizer. Não posso só culpar o Martínez. Os jogadores não deram o que tinham de dar. Ninguém tem de falar ao respeito ao treinador. Muitas vezes fazia o que me vinha a cabeça e havia treinadores que me tiravam. Fazia o que o jogo pedia. E estes jogadores têm moral para o fazer”.
O que a seleção precisa?: “De se sentarem e perceber o que está bem ou mal. E vir um treinador que entenda disto”.
Falta identidade?: “A identidade é culpa de quem? Do treinador. Eu ainda não descobri a tática certa para jogar”.
O que correu mal?: “Para mim, correu mal do início até agora. Correu tudo mal. Não houve um jogo que pudesses dizer que jogámos bem ou que atacámos muito e tivemos azar. Ainda hoje, entregaste o jogo desde o início ao fim à Espanha. A Espanha a controlar o jogo todo, a fazer o que queria, a controlar o tempo de jogo, quando queria acelerar acelerava, quando queria meter mais pausa no jogo metia mais pausa. E nós a andar ali sem vontade, sem alegria, muito lentos”.
Martínez mexeu mal?: “Depois, substituições que eu não entendo… Estou farto de dizer isto, mas o Martínez a mim nunca me encheu o olho. Gostem ou não gostem, não quero saber se ficam chateados ou não, mas temos de ter muito mais alegria nisto. Desde que o Martínez chegou, nunca vi a seleção a fazer um grande jogo. A realidade é esta. Meteu 50 táticas, nenhuma deu certo. E está aí a prova. Saímos com a seleção que toda a gente dizia que era a melhor de todos os tempos… mas melhor de todos os tempos em quê? O que é que fizeram? O que ganharam? Vamos para casa desiludidos e de cabeça baixa? Sinceramente, o melhor é eu não comentar muito mais deste Mundial, se não vou começar a dizer coisas que mais tarde posso me vir a arrepender.”






