
Amigável frente ao Deportivo: “É uma parage longa, uma mudança radical de paradigma relativamente às paragens internacionais. Portanto, foi um primeiro teste. Para já, no FC Porto, tudo tem corrido bem relativamente à prevenção de lesões, que, do ponto de vista dos clubes, é o mais importante: o regresso dos jogadores ao clube sem lesões e disponíveis para o serviço do clube. De resto, foi um bom teste ontem com o Deportivo. Seguramente, o míster tirará as melhores ilações do jogo, mas foi um bom teste e, sobretudo, esperamos que sirva para regressarmos fortes ao campeonato, que é o que mais desejamos. É uma longa paragem, são três semanas. Temos muita gente fora, que queremos recuperar rapidamente, sem lesões, e foi, sobretudo, um bom teste de preparação para os jogos que se avizinham.”
Contratação de Smalling: “Foi apenas um reforço, uma ida ao mercado, um pedido específico do treinador, que o clube aceitou. Neste momento, temos as máximas garantias dentro do plantel para levar de vencida o título, que é aquilo que mais ambicionamos. Temos um plantel com muita profundidade na frente, na defesa, no meio-campo e também na baliza. Portanto, o treinador está satisfeito neste momento com o plantel, que é dado como fechado. Foi um pedido específico dele, que o FC Porto aceitou, e acabou por reforçar a sua defesa, não estando isso relacionado com nenhuma lesão.”
Liderança do campeonato não é indicador: “É um bom prenúncio, mas não quer dizer nada. Estamos de pés bem assentes na terra. É tudo muito prematuro ainda. Vão começar deslocações difíceis, desde logo à Madeira, ao Gil Vicente e ao Bétis de Sevilha, também para a Liga dos Campeões. Portanto, estamos numa fase ainda muito prematura da época. Foi um bom arranque, um arranque histórico também, pelo qual temos de felicitar, evidentemente, o treinador e a equipa pelo trabalho que estão a realizar. Esperamos que outubro se revele tão forte como foram agosto e setembro e que nos dê uma boa continuidade até à próxima paragem internacional de novembro.”
Relvado dos Barreiros: “É um dos relvados menos bem classificados da Liga. Isso está bem documentado e registado. Seguramente, o Marítimo tudo fez nas últimas três semanas para recuperar o relvado da melhor maneira. O FC Porto tem estado em contacto com a Liga Portugal relativamente a esse assunto, e têm-nos sido dadas garantias sobre a qualidade do relvado, ou sobre a melhoria da sua qualidade. Esperemos que assim seja. De todas as formas, os relvados serão iguais para todos e o FC Porto tem de corresponder, sejam quais forem as condições que vai encontrar.”
Regresso de Samu: “Sim, o Samu tem uma fome de golo enorme. Regressou mais cedo e com toda a sua motivação. Vimos a alegria com que celebrou a vitória no clássico FC Porto-Benfica e o significado que isso teve para ele. Acho que uma lesão tão longa, tão prolongada e difícil para estes atletas é muito complexa, é complicada, e há muitas emoções negativas associadas à mesma. Foi um desafogar de alegria que todos presenciámos. Espero que a continuação da época seja ótima.”
Tema Cristiano Ronaldo: “Acho que nenhum cidadão português fica indiferente ao que se passou. Em primeiro lugar, acho que todas as decisões por parte de um treinador são soberanas, tenham elas mais ou menos justificação. Aos olhos dos jogadores parecem sempre mais complicadas de entender, algumas vezes mais fáceis, outras vezes mais complicadas, mas a voz do treinador é soberana, portanto todas as suas decisões são soberanas, assim deve ser nos clubes e assim deve ser nas seleções também. É claro que no caso de um jogador com a dimensão do Cristiano Ronaldo, que tanto fez pelo país e pela seleção, a história não pode terminar desta maneira, portanto espero uma boa resolução do caso por parte dos responsáveis da Federação Portuguesa de Futebol, na figura principal do presidente Pedro Proença. Compreende-se o envolvimento de todo o país neste caso, por tudo o que o Ronaldo deu ao país e à seleção. A marca do Ronaldo para Portugal é muito valiosa e espero sinceramente que haja uma boa resolução do caso. De todas as formas, no balneário manda a voz do treinador, a voz do treinador deve ser sempre soberana, portanto cabe ao jogador aceitar o que o treinador decide.”






