
Zinédine Zidane quebrou, ao final da manhã deste domingo, o silêncio a propósito da polémica instalada em torno de Cristiano Ronaldo, que, a meio da semana, optou por abandonar o estágio da principal seleção de Portugal, na véspera da vitória alcançada sobre a Dinamarca, no Parken, em Copenhaga, por 2-4, em desacordo com Jorge Jesus
Instado a comentar o caso, na tradicional conferência de imprensa de antevisão ao encontro da quarta jornada da fase de grupos da Liga das Nações, perante a Bélgica (que tem apito inicial agendado para as 19h45, hora de Portugal Continental, de segunda-feira, no Stade de France), o selecionador de França preferiu enaltecer o legado do avançado do Al Nassr.
“Penso que deveríamos, na verdade, saudar a sua grande carreira. Aquilo que ele fez foi excecional. Eu tive a felicidade de poder tê-lo comigo. Ele ajudou-me a conquistar títulos incríveis, por isso, tiro o chapéu ao Cristiano. Eu sempre tive um grande respeito, no geral, por todos os jogadores, mas ainda mais por aqueles com os quais trabalhei, particularmente, o Cristiano, que nos ajudou a vencer muitas coisas”, afirmou.
Zinédine Zidane, recorde-se, orientou Cristiano Ronaldo na primeira passagem pelo comando técnico do Real Madrid, entre 2016 e 2018. Sob as suas ordens, o internacional português somou 112 golos e 26 assistências ao cabo de 114 jogos oficiais, contribuindo para a conquista de três Ligas dos Campeões, duas Supertaças da Europa, dois Campeonatos do Mundo de Clubes, uma La Liga e uma Supertaça de Espanha.
Jorge Jesus promete explicações…
Na véspera, no lançamento do Portugal-Noruega, Jorge Jesus recusou alongar-se, para já, em explicações quanto a este dossiê: “O foco tem de ser a seleção nacional, a Noruega, aquilo que queremos fazer bem, que o nosso povo esteja em sintonia com a bandeira e o objetivo. Agora, isso não significa ignorar o Cris. É um símbolo da seleção, que isso fique bem claro, depois do jogo, há muito tempo para se falar sobre isso”.
“O mais difícil na carreira de um treinador é sempre resolver e tentar que, quando não ganha, arranjar formas de que a vitória esteja sempre próxima, jogo após jogo. Por muito que possa dizer que a vitória na Dinamarca me encheu de orgulho, pelo que aquilo que os jogadores fizeram, também posso dizer que, quando acabou, fiquei superfeliz, mas podia estar mais feliz”, acrescentou.
e Cristiano Ronaldo também
Cristiano Ronaldo, por seu lado, também se comprometeu a explicar ao certo o que levou a este desfecho, dentro em breve, numa publicação efetuada nas redes sociais: “Após a conferência de imprensa do selecionador nacional, e no seguimento de uma conversa com o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, tomei a decisão de deixar o estágio da seleção nacional”.
“A seu tempo, direi a verdade a todos os portugueses sobre as razões que motivaram a minha saída da equipa nacional, à qual sempre me dediquei. Agora é tempo de desejar boa sorte a Portugal e a todos os meus companheiros de equipa, sem exceção”, completou o futebolista formado no Sporting.






